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Fiéis devotos demonstram gratidão pela intercessão de São Sebastião pelas ruas do Centro de Manaus

As ruas do centro histórico de Manaus foram tomadas pelo povo de Deus, na tarde ensolarada do dia 20 de janeiro, que seguiu em procissão para agradecer as bênçãos alcançadas por intercessão do santo guerreiro de Cristo, São Sebastião. Homens, mulheres e crianças cantavam, incansavelmente, o hino como muita alegria: “Não, não, não, não, não! Uma flecha não bastou pra calar a sua voz. São Sebastião! São Sebastião, rogai por todos nós!”.

Frei Paulo Xavier, frade capuchinho responsável pelas atividades de comunicação da congregação OFM Cap, falou da importância dos fies estarem presentes no dia de São Sebastião: “É reconhecer a pessoa que foi no segmento de Jesus na adesão a fé em Cristo. Queremos fazer com que nós possamos ser testemunhas da Palavra de Jesus, do seu amor, da sua misericórdia, do seu perdão e traduzir isso na vida e no cotidiano de cada um de nós”, concluiu o pároco.

Frei Paulo Xavier, pároco da igreja de São São Sebastião

Na caminhada, que durou cerca de 45 minutos, a emoção tomou conta dos devotos. Pelo trajeto, homenagens eram prestadas a todo instante, a relíquia de São Sebastião que seguia sendo levada por freis capuchinhos a frete do carro do andor. A aposentada Dulcivalda Bindá, era uma das pessoas que acompanhava, bem de perto, o carro do Corpo de Bombeiros que levava a imagem peregrina de São Sebastião.  Para ela, a fé no santo trouxe muitas bençãos para sua família.

“Aqui, eu estou pagando uma promessa e pedindo mais uma. Eu estou agradecendo a minha aposentadoria que por mais de seis anos eu consegui. Já está com quinze anos agora. E a cura e libertação de um filho das drogas também. E eu prometi que eu ia acompanhar a procissão de São Sebastião ao lado do carro, ao lado dele”. A devota, já faz esse percurso a pé há mais de quinze anos. Ela também falou do segundo pedido feito ao santo: “Agora eu estou pedindo a cura e a libertação de um outro filho. E que São Sebastião me dê força e coragem para conseguir mais essa vitória, finalizou a aposentada.

Dulcivalda Bindá, devota de São Sebastião seguindo ao lado do carro do andor e cumprindo sua promessa.

No caminho de volta para o Largo de São Sebastião, um grupo de pessoas, de uma mesma família, distribuía água gelada para todos que passavam na procissão. O voluntário Sinval Landi, falou que a distribuição gratuita de água para o público começou a partir de uma promessa feita ao santo: “Começou com uma promessa e cada ano aumenta mais. Hoje colocamos mil garrafas de água. A família se reúne, compra e traz”. O voluntário, concluiu expressando o sentimento que fica ao pagar mais um ano de promessa: “Muito feliz, muito feliz mesmo”.

Sinval Landi, de camisa vermelha ao centro, na distribuição gratuita de água.

A procissão e missa foram transmitidas pelas redes sociais da arquidiocese de Manaus e pela Rádio Rio Mar. A celebração ao santo guerreiro aconteceu em missa campal ao lado do teatro Amazonas. Para a comunidade surda, uma equipe que faz parte da pastoral dos surdos de Manaus fez a sinalização em libras de toda a missa.

Bruno Maia, que atua há sete anos como voluntário pela pastoral dos surdos de Manaus, falou da importância da inclusão da comunidade surda nos eventos religiosos: “Há dois anos, ainda com Dom José, ele pediu que nós assumíssemos e reativássemos a pastoral na arquidiocese. Então, nós estamos nesse processo. Montamos um grupo de intérpretes católicos e pastoral dos surdos. São duas ações separadas. Hoje, ativos, nós somos uma média de 30 pessoas, entre surdos e ouvintes”. A equipe de intérpretes já consegue atender as demandas polo da capital, de Parintins e de Boa Vista.

Bruno Maia, intérprete da Pastoral dos Surdos de Manaus sinalizando “Eu te amo” pela Língua Brasileira de Sinais

A pastoral dos surdos já expandiu os trabalhos para o setor regional da arquidiocese da capital e novas ações, para esse ano de 2024, vão ser implementadas: “O polo Manaus está na organização. Nós vamos iniciar a catequese para os surdos em três paróquias em pontos específicos de cada região episcopal, aqui da região do centro e na paróquia de São Sebastião, que é a nossa sede. Não somos paroquianos, mas a igreja abraçou a pastoral, liberou um espaço para nos reunirmos e todas as missas de sábado, das 18h, são interpretadas com libras sempre, com a presença de surdos ou não, porque ela é transmitida. Então, eles nos acompanham de casa, de Manaus e interior e até de outras cidades do Brasil”, concluiu Bruno.

Os frades capuchinhos celebram 115 anos de atividades desde a chegada dos quatros primeiros frades para os estados do Amazonas e Roraima. O carisma capuchinho, conduz as principais atividades da igreja centenária de Manaus. A igreja de São Sebastião que já existe a 165 anos e foi o primeiro templo confiado aos frades em Manaus.  A história da construção da igreja começou em 1859, o grupo de fieis “Irmandade de São Sebastião” ergueu uma pequena capela ainda de madeira. Mas somente em 1888, o prédio da igreja atual foi inaugurado. Em 1912, foi elevada a categoria de paróquia. Por ser uma das igrejas mais antigas da capital, foi tombada como  Foi tombada em 1988 como Patrimônio Histórico pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico do Amazonas – CEDPHA.

Ao final da missa, o coral da igreja de São Sebastião fez uma apresentação especial em homenagem ao santo padroeiro.

Coral da igreja de São Sebastião

Fotos: Marcelo Rock – Fotógrafo voluntário

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