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Feirantes protestam contra privatização e ameaçam fechar feiras da capital

Os feirantes se concentraram em frente à feira da Manaus Moderna, no Centro da capital, para convocar os demais trabalhadores a acompanharem a manifestação. Do Centro, eles seguiram em carreata, em ônibus alugados, carros, motos e um carro de som, em direção à primeira parada: a Câmara Municipal de Manaus (CMM), na zona Oeste da cidade.

Com faixas e cartazes, dezenas de feirantes já aguardavam os demais colegas. A classe é contra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tenta organizar a atuação em feiras e mercados na capital e que foi aprovado, pelo Ministério Público Estadual (MPE), em outubro de 2013.

Da CMM, os feirantes seguiram em passeata até à sede da Prefeitura de Manaus, na Avenida Brasil, bairro Compensa, também na zona Oeste. Ao longo do caminho, a manifestação chamava a atenção por onde passava. Trabalhadores de várias feiras e mercados da cidade participaram do protesto.

Chegando à sede da Prefeitura, os manifestantes fecharam a Avenida Brasil. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram acionados para organizar o tráfego na área, que ficou horas praticamente parado.

De acordo com o representante dos feirantes, Davi Lima da Silva, Manaus conta hoje, com 48 feiras e mercados, beneficiando quase seis mil trabalhadores diretos e, aproximadamente, 15 mil indiretos.

Segundo o presidente do SindFeiras, o que os feirantes mais querem é sair da ilegalidade. Se não houver acordo, a categoria promete fechar as feiras e mercados da cidade, a partir do dia 15 deste mês.

Os manifestantes foram recebidos pelo prefeito de Manaus em exercício, vereador Sildomar Abtibol. Segundo Sildomar, a medida mostra o comprometimento do município com a requalificação de todas as categorias de profissionais que prestam serviços importantes para a cidade.

Depois de ouvir os representantes, a prefeitura decidiu suspender todas as atividades referentes ao TAC, até a próxima segunda-feira (11), quando o prefeito Arthur Virgílio Neto vai se reunir com os trabalhadores para reavaliar os termos acordados junto ao MPE.

O acordo com a classe também possibilitou que a paralisação no abastecimento de frutas e verduras, marcada para o próximo dia 15, seja reavaliada.

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