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Faturamento no PIM, em julho, cresce em relação a 2012 – diz Suframa – mas indicadores preocupam empresários

09/09/13 – O faturamento acumulado do Polo Industrial de Manaus (PIM) já chega a R$ 43,87 bilhões, nos sete primeiros meses de 2013, um aumento de 11,75% em comparação ao valor alcançado de janeiro a julho do ano passado (R$ 39,25 bilhões). Apenas no mês de julho, o faturamento foi de R$ 6,59 bilhões – recorde para o mês, e, em dólares, foi de US$ 2.92 bilhões, com acumulado no ano de US$ 21.26 bilhões, um incremento de 2,25% em relação ao mesmo intervalo de 2012 (US$ 20.79 bilhões).

Os dados, parciais, fazem parte dos Indicadores de Desempenho do PIM e revelam que, quanto à mão de obra, as indústrias do Polo fecharam julho com 118.649 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. O valor representa acréscimo de 1,07% em relação a junho – quando havia 117.392 vagas ocupadas – e uma queda de 1,16% ante julho do ano passado (120.043). Até o sétimo mês de 2013 ocorreram 30.514 admissões e 28.870 demissões, perfazendo o saldo de 1.644 vagas. No acumulado do ano, a média mensal de empregos está em 117.929 postos, a segunda melhor para o período, na história da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Entre os segmentos que mais cresceram em faturamento no acumulado do ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2012, destaque para Eletrônico (9,83% em real; 0,66% em dólar); Bens de Informática (45,76% em real; 33,59% em dólar); Termoplástico (12,62% em real; 2,94% em dólar); Mecânico (50,24% em real; 37,42% em dólar) e Produtos Alimentícios (39,48% em real; 27,53% em dólar).  Entre os que apresentaram queda figuram o segmento de Duas Rodas (-1,84% em real; -10,72% em dólar) e Metalúrgico (-2,91% em real; -11,40% em dólar). Apesar da redução em relação ao acumulado de 2012, quando analisado apenas o mês de julho, o setor de Duas Rodas teve um desempenho melhor este ano (R$  963.897.809) do que no ano passado (R$  751.904.411).

Produtos

Os tablets continuam sendo o grande destaque na produção do PIM. Apenas em julho, foram produzidas 196.715 unidades, quase o equivalente à quantidade total de 2012 (197.616). No acumulado de janeiro e julho de 2013, a produção de tablets é de 1.335.997 unidades.

A intervenção do governo federal, que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do importado, segue surtindo efeito na produção do condicionador de ar. O tipo split teve aumento de produção de 147,93% e atingiu a marca de 1.237.131 unidades. Já o tipo janela (ou de parede corpo único) teve incremento de 42,47%.

Outros produtos que também tiveram incremento relevante, em relação ao acumulado nos primeiros sete meses de 2012, foram: televisor em cores (16,25%); televisor com tela de plasma (67,94%); receptor de sinal de televisão (19,56%); videogame (66,78%);aparelho portátil de gravação de áudio, mp3, mp4 (94,92%); relógio de pulso e de bolso (15,29%), lâminas e cartuchos (34,11%); microcomputador desktop (17,97%); microcomputador portátil (51,30%); e blu-ray (752,78%).

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), o desempenho econômico das empresas do PIM não deve ser avaliado em real, mas em moeda forte, ou seja, o dólar. “Todo o custeio da atividade da indústria, principalmente aqui no Amazonas, é calcado em dólar. Os insumos, na sua grande maioria, entre 70% e 90% têm o seu custo em dólares, e quando a gente observa, que, apesar do crescimento, comparado com 2012, temos 2%, é um crescimento muito pequeno”, lamenta.

Apesar disso, Périco, que se manifesta um otimista, acredita na melhoria do desempenho do PIM no final do ano. “Acredito num último trimestre com um volume melhor, por contas das festas de final de ano, do Programa Minha Casa Melhor, do Governo Federal, que deve alavancar, sim, a comercialização de alguns produtos fabricados no PIM, mas não acredito que consigamos chegar aos 5% de crescimento, comparado com 2012, no faturamento do Pólo. Algo em torno de 3% a 4%, acho que é possível, mas, vamos aguardar, torcendo para que o resultado de 2013 seja um pouquinho melhor do que foi até agora.”

Por outro lado, o presidente do CIEAM também destaca que a falta de uma política industrial clara, a demora na aprovação de Processos Produtivos Básicos (PPB’s) e indefinição sobre as alterações que estão em discussão no Congresso sobre o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), também influenciam negativamente nos investimentos que podem alavancar o desempenho do Polo Industrial.

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