21/08/13 – As famílias que vivem há mais de 20 anos próximas a estaleiros, na área do futuro Polo Naval do Amazonas não serão expulsas. Ao contrário, serão remanejadas para outra área, dentro do próprio Polo Naval. A garantia foi dada nesta terça-feira (20), pelo presidente do Sindicato da Indústria Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), Matheus Araújo, durante reunião com representantes de estaleiros, produtores da zona rural de Manaus, presidentes de associações dos moradores das comunidades de Jatuarana e Jacinto, na margem esquerda do Rio Amazonas, além de representantes de órgãos do governo.
O encontro, convocado pelo líder do Governo e presidente da Comissão de Mineração, Geodiversidade, Óleo e Gás da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Sinésio Campos (PT), aconteceu no miniplenário Deputado Natanael Bento Rodrigues, 4º andar da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), para debater e apresentar estudo sobre a construção do Polo Naval no Amazonas.
De acordo com o presidente do Sindnaval, neste primeiro passo de extensão do projeto, serão apenas 10 quilômetros, na área do Jacinto, que tem algo em torno de 18 famílias, e que estão em processo de negociação com o governo do Estado.
“No início, essas famílias estavam irredutíveis quanto à saída do local, mas a área onde o projeto será implantado é praticamente inexistente de pessoas. A segunda etapa é para uma futura expansão, com mais de 20 quilômetros, mas que ainda não tem um estudo definido”, assinalou Matheus.
Segundo ele, o projeto de construção do Polo Naval é todo includente, ou seja, “o morador que está lá há mais de 20 anos e está no caminho de construção de um estaleiro não será expulso. Ao contrário, o projeto, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), tem uma proposta de remanejar essas pessoas para outra área dentro do Polo Naval, onde as famílias vão poder plantar e produzir, além de estudar nas escolas que serão criadas para preparar a mão-de-obra necessária, para fazer com que as que não puderem produzir possam ser aproveitadas na construção desses estaleiros” explicou.
Durante a reunião, o deputado Sinésio Campos destacou o potencial de crescimento que a implantação do Polo Naval irá trazer para a região, e afirmou que todos os envolvidos no processo serão beneficiados. “O governo do Estado não pretende alijar nenhum estaleiro local, dando prioridade aos de fora. Pelo contrário, a proposta é dar oportunidade a todos”, informou.
O mesmo deve acontecer com as famílias residentes no local, pois com o projeto de implantação do polo das indústrias navais, a expectativa do governo é pela criação de cerca de 20 mil empregos e a movimentação de aproximadamente R$ 1 bilhão em negócios, com a construção de barcos esportivos e de luxo, lazer, turismo, além de flutuantes, balsas e pequenas embarcações.
Também no encontro, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Daniel Navas, destacou a apresentação de um panorama sobre a logística e as potencialidades do setor mineral, envolvendo diretamente essas relações “onde a nossa infraestrutura é muito mais competitiva do que em outros estados da Federação”, disse.
Para ele, as hidrovias que são nossas estradas possuem uma competitividade maior para a produção regional. “Então quando nós estamos falando em exploração no setor mineral estamos falando no usufruto dessas hidrovias e, portanto, os Polos Naval e Mineral caminham juntos dentro das expectativas da geração de oportunidades de renda e produção dentro não somente no interior, mas em todo o estado do Amazonas”, disse.
