Há mais de uma semana sem informações, familiares dos três homens que desapareceram no quilômetro 85 da BR 230, a rodovia Transamazônica, no município de Humaitá, continuam enfrentando a angústia de não saber o paradeiro e o motivo do sumiço das vítimas.
O professor do Município de Apuí, Stefe Pinheiro; o representante comercial Luciano Ferreira Freire e o funcionário da Eletrobrás, Aldenei Ribeiro Salvador, desapareceram no último dia 16, quando seguiam de carro de Humaitá para Apuí, pela BR 230. Os familiares de Luciano, descartaram a possibilidade do representante comercial ter se perdido no caminho para Apuí, como foi informado.
A tia de Luciano, Maria das Dores, diz que a família está desesperada. “Estamos desesperados e queremos uma solução urgente para o caso, para comemorarmos o aniversário dele, que hoje, com toda a família.”
Prima do representante comercial Luciano Ferreira Freire, Viviane Maranguane, reclama da falta de informações das autoridades: “Desde o desaparecimento, notícias oficiais nós não temos. O que a gente tem são apenas alguns boatos. A Polícia Federal (PF) critica, mas, quando a gente não tem informações oficiais, os boatos são o que alimenta nossa esperança, na espera da resolução mais breve do caso.”
Noivo de uma das primas de Luciano, Israel Júnior diz que obteve a informação de que os três são reféns da indígenas da etnia Tenharim, que controlam a passagem de viajantes pelo local. Ele critica a falta de interesse pelo caso. “Essas pessoas estão sumidas desde o dia 16, e o poder público não dá conta da vida de três cidadãos amazonenses. O delegado da PF em Rondônia esteve em reunião, no sábado, com representantes indígenas. Eles negam que as pessoas estejam lá, mas também não deixam que a polícia entre para fazer as buscas.”
Na casa dos parentes do funcionário da Eletrobras, Aldenei Ribeiro, que também estava no grupo, o clima também é de muita apreensão e indignação, pela falta de respostas das autoridades.
O temor da filha de Aldenei, Bárbara Michele de Souza Reis, é que os três amigos tenham sido raptados por indígenas que os teriam confundido com motoristas que atropelaram um cacique, na estrada.
Pela manhã, em Humaitá, as famílias fizeram uma manifestação de protesto pela falta de informações das autoridades sobre os desaparecidos..
A Rede Tiradentes entrou em contato com a Superintendência da PF em Rondônia. Fomos informados que a instituição só se manifestará sobre ocaso na próxima quinta-feira (26).
