A cozinheira Antonia da Cunha Vieira, de 55 , sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), enquanto trabalhava, em um garimpo de Caiena, na Guiana Francesa, no dia 20 de julho. Ela foi internada no hospital da cidade e precisou fazer cirurgia. A família em Manaus solicitou ajudo ao Governo Brasileiro, mas segundo o filho de Antonia – o auxiliar de serviços gerais Ozirã Cunha Vieira – houve descaso da Diplomacia – Itaramati – e do Consulado Brasileiro em Caiena, para autorizar a cirurgia. A cozinheira acabou morrendo, no último dia 30. Ozirã acredita ainda em negligência no hospital, já que a cozinheira teve o tratamento interrompido, por não ter recebido o serviço.
Agora, a família enfrenta outra dificuldade : trazer o corpo de Antonia Vieira para Manaus. O auxiliar de serviço gerais disse que o Governo Brasileiro se recusa a oferecer ajuda. A família entrou com uma liminar na Defensoria Publica da União (DPU) com resultado favorável, decisão que foi derrubada em seguida, pela União.
O corpo de Antonia Vieira está no necrotério de Caiena há sete dias, e tem prazo para ser removido do local. Segundo Ozirã, a família está desesperada.
De acordo a defensora Pública Federal Barbara Pires, que responde pelo caso e teve ação favorável à família, o argumento utilizado pela união que derrubou a ação da DPU no Amazonas, é o alto custo do translado do corpo de Antonia Vieira para Manaus.
A família pede apoio às autoridades para fazer o enterro da mãe em Manaus, onde era naturalizada, e evitar que ela seja enterrada em um país onde não tem parentes.
