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Falta de informações dificulta saber o que acontece no TRT da 11ª Região, reclama ministro-corregedor

06/08/13 – O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Yves Gandra Martins, reclamou, nesta terça-feira (06), em Manaus, da falta de informações sobre os processos e julgamentos na segunda instância, no Amazonas, e da resistência dos advogados do Estado do amazonas aos processos eletrônicos.

O ministro está em Manaus conduzindo o processo de correição ordinária periódica no tribunal regional do trabalho da décima primeira região.

De acordo com Yves Gandra, o maior problema no Amazonas é a questão dos dados fornecidos, que não permitem a formação de uma idéia clara sobre a TRT da 11ª Região.

“O problema maior, em relação ao Amazonas, é a questão dos dados fornecidos até o momento, que não são consistentes. Nós não conseguimos formar uma idéia perfeita do que acontece no tribunal do Amazonas, apesar de, em relação à 1ª Instancia, haver dados mais consistentes. O que se tem atribuído muito a essa questão, é o fato de ter havido um incêndio no tribunal há cinco anos, quando se perdeu muita informação, mas isso foi há cinco anos. Não se justifica que, ainda hoje, nós não consigamos ter um panorama perfeito do que acontece, em termos de julgamentos e de processos que acontecem no tribunal, em 2ª Instância, no Amazonas.”

O ministro Yves Gandra criticou a resistência dos advogados do Amazonas aos processos eletrônicos.

“Nós estamos passando do processo físico para o eletrônico paulatinamente. Agora, há uma resistência muito grande dos advogados em atuarem com processo eletrônico. Eu vou ver qual é esse nível de resistência aqui no Amazonas, porque sabemos que o Estado é muito grande. As cidades são tão afastadas que você só chega de barco, e tem de ver se a internet chega lá. Por essas razões, é que nos vemos as dificuldades, principalmente no Amazonas, de você passar do processo físico, de papel, para o processo puramente eletrônico.”

Para Yves Gandra, o número de conciliações no Amazonas também vem deixando a desejar. “O que eu estou esperando bastante é que, aquilo que é a vocação natural do juiz do trabalho, que é a conciliação, seja exercida por todos os juízes trabalhistas.”

O ministro Yves Grandra Martins fica em Manaus até a próxima sexta-feira (09), quando entrega a ata, com todas as conclusões e recomendações dele. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região é presidido pelo desembargador David Alves de Mello Júnior.

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