
– (foto: Reprodução) – A 1a Vara da Justiça Federal no Amazonas autorizou, nesta sexta-feira (25), a alienação da Cooperativa de Trabalho Médico Unimed Manaus.
Em 2020 o grupo Unimed Manaus protocolou pedido de recuperação judicial, que foi aceito oito dias depois, e foi nomeada como administradora judicial a empresa Real Recuperação Judiciais Ltda.
Em 2018, a Unimed Manaus foi notificada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) sobre “graves anomalias administrativas e econômico-financeiras da operadora”. O assunto chegou a ser discutido em um encontro dos diretores da Unimed Manaus, à época, com representantes da ANS, em Brasília.
Foram iniciadas negociações entre a Unimed Manaus e a CNU (Central Nacional Unimed) com a assinatura do Instrumento de um Protocolo de Intenções.
Em junho a ANS decretou a alienação da carteira da operadora, que garantia a venda ou transferência de uma operadora para outras, do direito de prestar serviços a um determinado grupo de consumidores. A Unimed Manaus recorreu e teve decisão favorável em decisão da 1ª Vara da Justiça Federal, em agosto, com a suspensão dos efeitos da resolução da ANS.
Durante o processo, a Unimed Manaus foi alvo de dois bloqueios judiciais, em valores de R$ 19,5 milhões e entrou com pedido de recuperação judicial.
Desde 2021 os cooperados receberam apenas 60% de suas produções. A renúncia produziu em 2021, receita de R$ 4 milhões para a Unimed Manaus, convertidos, de acordo com informações do relatório administrativo, ao patrimônio líquido. Ainda assim, houve prejuízo de R$ 38.224.160,00, o que aumentou o valor negativo do patrimônio da operadora para R$ 33.603.905,00.
De acordo com relatório administrativo de março deste ano, as dívidas trabalhistas e com credores da Unimed Manaus somavam mais de R$ 368 milhões, aplicadas correção monetária e juros.
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