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Estudantes de Tabatinga desenvolvem projetos sobre uso e comercialização de frutas

26/07/13 – Frutas típicas da Amazônia estão sendo objetos de pesquisas no Campus Tabatinga (CTB), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), no curso Técnico Integrado em Agropecuária. Uma delas é o açaí, encontrada ao longo dos rios, igarapés e áreas muito úmidas e que pode ter funções alimentícias, artesanais, medicinais e de construção. As formas de uso dessa palmeira foram constatadas no projeto Usos da palmeira de açaí (Euterpe precatória) por agricultores familiares na comunidade de Novo Paraíso, Benjamin Constant/AM, desenvolvido pela aluna Alana Beatriz Brasil Garcia.

A pesquisa verificou que o fruto tem 100% de uso alimentício, por meio da polpa da semente do açaí em forma de vinho, seguida do artesanato, 50% – uma das fontes de renda da comunidade, a partir das sementes, 50% na área da construção com a utilização de estipes (estrutura semelhante ao caule) e medicinal com 25%, a partir da raiz da palmeira.

De acordo com o orientador da pesquisa, professor Dirceu Silva Dácio, a semente é usada como remédio para o tratamento de verminoses e anemias. “Todas as formas de uso demonstram a importância dessa espécie, para os agricultores familiares que desempenham um papel importante na conservação desse recurso florestal”, destacou.

Outro projeto do CTB estuda as frutas amazônicas vendidas no Mercado Municipal de Tabatinga. Desenvolvido pela aluna Marcilene da Costa Carvalho, a pesquisa Comercialização de espécies frutíferas regionais no mercado local no município de Tabatinga/AM levantou, durante um ano, 37 espécies comercializadas, como sapota (Quararibea cordata) e mapati (Pourouma cecropiifolia), conhecida como uva da Amazônia.

A partir das espécies verificadas, estabeleceu-se um calendário agrícola de venda. Segundo Dirceu, também orientador da pesquisa, identificou-se que, nos meses de abril a dezembro, é o período com maior disponibilidade de frutas, variando de 24 a 25 espécies. De junho a agosto, foi considerada a época com menor diversidade frutífera. As mercadorias são vendidas a baixo custo e oriundas de comunidade rurais, principalmente das cidades de Tabatinga e Benjamin Constant, favorecendo o auto-abastecimento.

Os dois projetos são financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr.) e estão inseridos na Jornada de Iniciação Científica que ocorre durante a SBPC.

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