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Estado reforça cuidados para combater doenças da pele no sistema prisional do Amazonas

Devido aos crescentes relatos de detentos infectados em todo o Brasil, tendo entre as doenças mais comuns identificadas a dermatomicose e escabiose (sarna), a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e as equipes técnicas de saúde da Umanizzare Gestão Prisional estão realizando ações para tratamento de casos de doenças contagiosas de pele nas unidades Prisionais do Amazonas. A iniciativa tem como principal objetivo oferecer tratamento diário para a saúde dos internos, preservando também os familiares e servidores do sistema prisional que convivem com os detentos.

Focadas na política de assistência integral à saúde dos internos, Seap e Umanizzare estruturam as equipes técnicas para adotar todas as medidas necessárias ao controle de um eventual surto de doenças infectocontagiosas. Todo o estoque de medicamentos já foi devidamente reforçado nas farmácias das unidades. Além disso, enfermeiros e agentes de socialização estão em permanente observação a qualquer manifestação de doença de pele e comunicando imediatamente à equipe médica qualquer ocorrência.

Para o secretário de Estado de Administração Penitenciária, o coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, a saúde é uma das principais assistências que devem ser prestadas aos reeducandos do sistema prisional. “O acesso a tratamentos e prevenções para doenças é direito garantido de todo cidadão, seja ele privado de liberdade ou não. Nossa propriedade é promover ações como essa para garantir a saúde e o bem estar da nossa população carcerária”, disse o secretário.

Segundo o médico do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Vitor Picanço, por serem altamente contagiosas, principalmente em ambientes prisionais, as doenças de pele devem ser tratadas o mais breve possível quando diagnosticadas.

O médico lembra que, além da escabiose, conhecida como sarna, outras infecções de pele foram identificadas nos presídios do Distrito Federal, como a tinea, que é provocada por um fungo e causa lesões cutâneas em formato circular; a pitiríase versicolor, popularmente conhecida como pano branco, que acarreta manchas e coceiras, e a furunculose, que faz eclodir uma série de furúnculos.

De acordo com o gerente técnico e enfermeiro do Compaj, Antônio Barreiros, em função do caráter contagioso dessas doenças, a mobilização das equipes é permanente, inclusive com realização de palestras, marco inicial de uma série de ações a serem desenvolvidas e que devem alcançar toda a população carcerária do Compaj. “Estamos em permanente observação, adotando todas as medidas para combater as doenças de pele”, disse o enfermeiro.

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