Fruto de uma parceria entre a entidade e empresários do Amazonas, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) inaugura nesta quinta-feira (10), às 9h, sua nova sede, na Rua Getúlio Vargas, bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona Leste de Manaus.
O local – onde a entidade funcionava em apenas uma sala prestando assistência aos portadores da doença – passou por obras que permitiram a construção de um novo espaço, com cozinha, banheiros, salas de reunião e de convivência, dois dormitórios e um auditório com 70 lugares. .
A iniciativa contou com o apoio do médico e pesquisador Wilson Alecrim e do Grão Mestre da Maçonaria Elzio Duarte Alecrim, que se prontificaram a buscar adesões ao projeto.
De acordo com Wilson Alecrim, essa é uma forma de contribuir com a sociedade e, principalmente, com essa parcela da população que durante anos foi vítima do preconceito e da falta de políticas públicas adequadas. “A nova sede vai permitir que essas pessoas tenham um espaço para buscar orientação, sendo um reconhecimento do importante papel que o Morhan desempenha no Amazonas”, acrescentou.
Segundo o coordenador estadual do Morhan, Pedro Borges, atualmente há 450 ex-hansenianos morando em colônias em Manaus, e que fazem acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O coordenador ressalta que a entidade tem um trabalho forte em ações pela garantia de políticas públicas de acessibilidade, saúde e segurança para as pessoas com a doença. “Nosso objetivo é garantir que os hansenianos tenham seus direitos respeitados”, declarou.
Pedro Borges explica que, além de oferecer um espaço de orientação sobre os direitos das pessoas atingidas pela hanseníase, a nova sede vai contribuir para a aproximação dessa parcela da população. “Queremos trazer os hansenianos para participarem das atividades de lazer e orientação que são promovidas pelo Morhan”, enfatizou.
O coordenador cita como uma das grandes conquistas obtidas com essa nova sede a construção dos dois dormitórios. Ele explica que há uma parceria com uma entidade de apoio aos portadores da doença, de Porto Alegre, que realiza o trabalho de busca de parentes de pessoas hansenianas. “Antigamente, os filhos de hansenianos eram separados dos pais logo após o nascimento. Por meio dessa parceria, a entidade colhe o DNA, para tentar encontrar os parentes dessas pessoas. Os dormitórios vão abrigar as equipes, quando estiverem em Manaus”.

