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Empresas que não cumprirem acordos com rodoviários podem ser punidas, alerta Prefeitura

12/07/13 – As empresas do Sistema de Transporte Coletivo que não atenderem às reivindicações trabalhistas dos rodoviários podem ser punidas, de acordo com a Lei.

A medida foi anunciada, na manhã desta sexta-feira (12), pela Prefeitura de Manaus, após reunião com aproximadamente 350 rodoviários que foram para frente da sede do Executivo Municipal, no bairro Compensa, zona Oeste, pedir maior rigidez com as empresas que há anos não pagam os benefícios trabalhistas.

De acordo com o secretário de Governo, Humberto Michiles, que representou o prefeito Arthur Virgílio Neto, tudo o que a Prefeitura puder fazer para que haja mais respeito nessa relação empregador/empregado vai ser feito, respeitando as esferas da Justiça e do Trabalho.

Ainda segundo o secretário de Governo, as sanções não serão tomadas de maneira imediata, mas dando a oportunidade para que as empresas busquem a regularização, desde que nem os trabalhadores e nem a população continuem sendo prejudicados.

Além das questões trabalhistas, os rodoviários também pediram melhorias na infraestrutura do sistema. Segundo Michiles, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) vai ser acionada para resolver o problema, com a máxima urgência.

Deste a última quinta-feira, 11, quando aconteceu o “Dia Nacional de Lutas”, rodoviários de Manaus paralisaram 60% da frota de ônibus para pedir que os empresários depositem o FGTS e INSS dos trabalhadores, além da participação nos lucros da empresa e melhorias nas condições de trabalho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira, a categoria enfrenta vários problemas que o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) não está disposto a negociar.

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que o Sistema de Transporte Coletivo operou com 80% da frota total de ônibus, na manhã desta sexta-feira, segundo dia da greve promovida pelo Sindicato dos Rodoviários.

Três empresas funcionaram com suas frotas completas e as empresas Líder, Vega e Açaí com apenas 60%.

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