O Superintendente do Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes (DMIT), José Fábio Porto Galvão, afirmou, nesta quarta-feira (21), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) cometeu um equívoco ao embargar as obras na BR 319. Para o superintendente, o IBAMA confundiu serviços de manutenção, que estavam sendo feitos na rodovia com os de implantação de pavimentação, realizados há cerca de 40 anos.
No dia 25 de setembro, após constatar supostas irregularidades e graves danos ambientais, durante os serviços realizados pelo DNIT, na rodovia, o IBAMA determinou a paralisação dos serviços na rodovia federal. O órgão ambiental embargou as obras executadas no trecho entre os quilômetros 250 e 655, que ligam o município de Humaitá, na região Sul do Estado, a Manaus.
De acordo com José Fábio Galvão, os serviços estão suspensos, mas do DNIT tenta reverter a decisão.
A suspensão das obras na BR 319 mobilizou a classe política do Estado. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde o assunto foi discutido em uma Tribuna Popular, o vereador Luís Mitoso (PSD), questionou os reais motivos sobre as dificuldades impostas na conclusão da rodovia, que liga o Amazonas ao resto do país.
Nos dias 26, 27 e 28 de outubro, a Comissão de Serviços de Infra estrutura do Senado Federal realiza uma diligência no trecho Porto Velho – Manaus da BR 319, com saída da cidade de Porto Velho, passando por Humaitá, Distrito de Realidade, Castanho e Manaus. O objetivo é mostrar aos parlamentares a importância da estrada para a Região Norte do país.

