
A manifestação foi na Praça da Polícia, no Centro de Manaus, e teve a presença de poucos pais, este ano. Com faixas e cartazes, eles pediram o retorno da taxa paga à Associação de Pais e Mestres dos Colégios da Polícia Militar, suspensa pelo Ministério Público (MP), na semana passada. Rosimeire Cabral, mãe de um aluno na unidade na avenida Max Teixeira explicou porque apoia o retorno da taxa.
“Nós somos a favor da contribuição, que é apenas um valor simbólico de R$ 45, 00. Essa contribuição é para minimizar as deficiências da burocracia da gestão pública, em que, para comprar uma lâmpada, a demora é muito grande!”
Ela diz que, na unidade onde o filho estuda, 18 professores são substitutos e que, se não fosse a taxa, os alunos seriam prejudicados.
“Da nosso escola, tem 18 professores que são substitutos dos ausentes. A APMC serve pra isso. Imagine uma escola com 18 professores faltantes!”

Carmem batista formou uma filha e agora tem um neto estudando na unidade de Petrópolis, na zona Centro-Sul da cidade. Ela também apoia a taxa que, na unidade 1, é de R$ 40, 00.
“O movimento é diferente. A gente se reúne, muitas vezes, para pedir ensino de qualidade. Hoje nós estamos aqui para pedir que o ensino de qualidade continue!”
Ela explica o que as APMs estão fazendo para tentar mudar a decisão da Justiça de retirar a taxa.
“Estamos consultando advogados pra saber uma melhor maneira de chegar e derrubar essa liminar, porque, quem vai perder, com essa liminar, são os alunos dos colégios da Polícia Militar.”
Os colégios militares possuem oito unidades em Manaus e, todos os anos, recebem uma enorme procura por vagas e que, para ingressar na escola, que tem histórico de altos índices nos concursos nacionais e vestibulares, passam por um processo de seleção .
