Os participantes fizeram barulho para chamar a atenção para um problema que está no ar: Apesar de ter diminuído, a fumaça ainda encobre alguns cartões postais, como a ponte sobre o Rio Negro, e incomoda jovens e idosos, que se reuniram com um único objetivo: Encontrar maneiras de mobilizar a população contra as queimadas.
Com placas, cartazes e camisas personalizadas, eles percorreram todo o complexo da praia. E, quem diria, a iniciativa é de uma jovem de 18 anos. Laís Lopes conseguiu mobilizar primeiro os pais e, depois, moradores de várias comunidades para as ações de conscientização. Um engajamento que, segundo Laís, surpreendeu. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmas) apóia a iniciativa.
Segundo o secretário da Semmas, Itamar Mar, os focos de queimadas diminuíram, mas ainda é cedo para a população não deve diminuir a vigilância, principalmente na zona rural.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mês de outubro fechou com 2.444 focos de incêndio, no Amazonas. Desde que os satélites começaram a contabilizar os focos, em 1998, este é o terceiro maior índice de queimadas registrado no Estado, e perde apenas para setembro, com 5.882 focos, e agosto, com 4.548 registros, todos em 2015.
No total, 400 mudas de plantas nativas da região foram distribuídas gratuitamente para os frequentadores do complexo da Ponta negra.
