– (fotos: Andrea Vieira) – O candidato da coligação da coligação Rede/PSOL, o deputado estadual Luiz Castro, foi o primeiro entrevistado da série da Rede Tiradentes com os candidatos ao Governo do Amazonas, na eleição suplementar.
Luiz Castro afirmou que quer chegar ao governo para “iniciar uma grande mudança com um proposta diferente das demais candidaturas que o Amazonas precisa para lutar contra o empobrecimento. De acordo com o candidato, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado está na 24ª colocação em relação a essa questão.

Ele rebateu que o fato de ter sido ligado às forças políticas dominantes a – ele foi secretário da Produção Rural de Eduardo Braga -, se afastou e “ficou independente.”
Luiz Castro disse que a forma de governar no Amazonas está errada! Ele prega que o país precisa sair do atraso e ir para um patamar de modernização. Para combater o atraso, ele pretende cuidar do erário “com a responsabilidade de um governante sério e compromissado com a solução dos principais problemas da população.”

Conforme Castro, os governantes administram o Estado praticando erros. Ele citou o exemplo da empresa Humanizzare, que administra o sistema prisional do Amazonas, que, segundo ele, foi contratada por um valor superfaturado.
O candidato defendeu que a aquisição de remédios deve ser feita por compra direta nas fábricas, como uma das formas de diminuir os custos da Saúde.
No setor de infra-estrutura, Castro credita que as obras devem ser executadas por trabalhadores que vivem nos próprios bairros da capital.

Ligado ao setor primário, Luiz Castro destacou a necessidade de investimento em programas agrícolas que ele pretende implantar “em parceria com a sociedade produtiva”. O candidato disse que a Secretaria da Produção Rural (SEPROR) precisa ser dinamizada e que o Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (IDAM) precisa aproveitar recursos internacionais disponíveis em programas agroecológicos sócio-ambientais. Ele citou como exemplos o Guaraná de Urucará, que pode ser comercializado no mercado europeu. Outra providência será fazer funcionar efetivamente o Centro de Biotecnologia do Amazonas (ICM-BIO).
Castro elogiou a filosofia do Programa Terceiro Ciclo, mas afirmou que faltou investimento. Ele afirma, ainda, que o Interior do Estado está com a economia engessada por falta de planejamento e criticou a “miopia do governantes do Amazonas”, que, segundo ele, ” jogam todas as cargas no modelo Zona Franca de Manaus, sem se preocuparem com investimentos em outros setores”. Como exemplo , ele citou a Venezuela, que está em crise porque se preocupou apenas com o petróleo.
O candidato pretende implementar um programa de governo com um “Plano Emergencial que será aplicado por 4 meses, para recuperar e redirecionar a economia “. Disse, porém que o Programa de Governo está aberto para ajustes e complementações, que deve ter a participação da sociedaede.
Na Segurança Pública, Castro deverá valorizar dois vetores: a repressão e a prevenção. Ele garante que pretende valorizar os profissionais e atacar os pontos chaves do problema, implemenntando um programa de policiamento comunitário, e recuperar a capacidade da Polícia Militar. O candidato defende op redimensionamento do papel da Polícia Federal e do Exército nas fronteiras, para o combate ao tráfico de drogas.
Como ação preventiva, o governo deve dar “maior oportunidade aos jovens e adolescentes, valorizando a geração de empregos nas zona vermelhas, para estimulá-los a não ir para o caminho da marginalidade.”
Castro, que terá pouco tempo no Rádio e na TV, disse que isso “ privilegia os partidos da corrupção” e que, para compensar o tempo curto, vai utilizar as redes sociais, fazer caminhadas e reuniões e que está totalmente preparado a disposto aos debates.
Segundo o candidato, que faz campanha como o número 18, ele tem a certeza de que está semeando a mudança. “O amazonense não tem que ser submetido à escravidão!, afirmou.
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), José Ricardo Wendling, será o entrevistado dessa quinta-feira (21).
