
A Defensoria Pública do Estado aguarda o resultado da perícia da Polícia Civil do Amazonas, que ficou responsável por ver o que aconteceu com os envelopes do concurso da entidade, que apareceram abertos, durante a realização das provas, no último Domingo (4), em Manaus.
Nesta manhã, em entrevista à Rede Tiradentes, o Defensor Público Rafael Barbosa, afirmou que Defensoria não tem participação na prova, sob a responsabilidade da Fundação Carlos Chagas, mas disse que a Defensoria criou uma comissão para acompanhar o caso.

De acordo com Rafael Barbosa, todos os envelopes estavam lacradas, mas no terceiro andar da faculdade Fametro, os aplicadores das provas detectaram em duas caixas, envelopes com as laterais abertas. Cada caixa com 4 envelopes. Os aplicadores, então, comunicaram a situação aos candidatos, que preferiam continuar com o exame.
Segundo Rafael Barbosa, as provas têm os nomes dos candidatos, o que representa uma garantia para os participantes.

A Fundação afirmou que os envelopes foram abertos durante o transporte e que não há a menor possibilidade de terem sido violados. Disse, também, que os envelopes foram levados para a perícia da Polícia Civil e que solicitou informações à Fundação, que garantiu que as provas não foram disponibilizadas para nenhum candidato.
O Defensor finalizou afirmando que, por enquanto, não se pode tomar qualquer medida de anulação do concurso sem comprovação das irregularidades, o que seria prejudicial para os candidatos.
Qualquer medida, garantiu, será tomada após o resultado do laudo da perícia. O concurso da Defensoria Pública tem a participação de 3.026 inscritos.
