Os nomes e partidos só serão divulgados após o término das investigações

Até a última segunda-feira (19), dados confirmam que, cadastrados no programa social doaram cerca de R$ 16 milhões para campanhas de prefeitos e vereadores em todo o país. O presidente do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que “tudo indica” que as doações às eleições municipais foram realizadas e configuram fraude e crime eleitoral.
Segundo o presidente do TSE, o candidato só será responsabilizado se ficar comprovado que ele estimulou a doação. Também será preciso verificar se o beneficiário do Bolsa Família tinha conhecimento das doações, uma vez que o TSE considera que alguns candidatos podem ter utilizado dados dos beneficiários, sem autorização, para validar doações oriundas de caixa 2.
Gilmar negou que o episódio possa justificar uma revisão no fim da doação empresarial e disse que as irregularidades servirão de aprendizado para as próximas eleições. “Essa eleição tem um processo novo, é um experimento institucional e certamente, depois da eleição, poderemos fazer balanço seguro e poderemos fazer uma avaliação, saber o que deu certo, o que deu errado”, declarou.
No valor total de R$ 15.970.436,40 que foram doados por beneficiários do Bolsa Família até agora, foram consideradas doações em dinheiro e também doações estimadas, que podem ser feitas por meio de prestação de serviços para a campanha ou doação de materiais. O valor mais alto de doação de um beneficiário do programa foi de R$ 67 mil.
O presidente do TSE afirmou que só vai divulgar os nomes e os partidos dos envolvidos no suposto esquema após o término das investigações, quando a instituição tiver dados seguros. “Estamos falando de suspeitas de crime, mas temos que ter cautela”, ponderou, ressaltando que todos os dados já foram repassados para o Ministério Público Eleitoral e juízes eleitorais.
