
A alta no preço do gás de cozinha seria responsabilidade das distribuidoras, que repassam as botijas por um preço diferenciado para quem é revendedor independente, como é o caso dos mercadinhos. A denúncia é do presidente da Federação das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito do Amazonas (Fegás), Fernando Feitosa. O produto sofreu um reajuste de quase R$ 20, 00 e está sendo revendido por até R$ 70, 00.

Segundo Fernando Feitosa, o esquema ocorre da seguinte maneira: a Petrobras repassa cada botija para as distribuidoras de Manaus, ao preço de R$ 16,90. Por suia vez, as distribuidoras repassam para suas filiais por R$ 26,08, mas repassam para os revendedores independentes – os mercadinhos e pontos de vendas autorizadas – por R$ 48,86. E é aí que o preço dispara.
Na manhã de segunda-feira (27), representantes da categoria formalizaram uma denúncia no Ministério Público do Estado (MPE-AM) para que o órgão solicite a planilha de custos às distribuidoras de gás do Estado.
O presidente da Fegás Fernando Feitosa, rebate as acusações de formação de cartel. Ele garante que os revendedores estão em busca de um preço justo capaz de cobrir os encargos pagos para o funcionamento das empresas na legalidade.
Por meio dos telefones de seus escritórios, a Rede Tiradentes procurou tanto a Sociedade Fogás Ltda. quanto a Amazongás, mas nenhuma das empresas quis se pronunciar.
