Após mais de 1 ano do acidente que vitimou duas jovens, na BR-174, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) concluiu o processo que cassa a Carteira Nacional de Habilitação, de Thiago Fish Pinto, de 24 anos, condutor do veículo, no dia do acidente.

O diretor presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, assinou o documento nesta quarta-feira (15). Segundo ele, a demora em concluir o processo se dá por conta dos prazos legais.
“A notificação foi entregue pelo Detran à ele, que não apresentou defesa, mas nós fizemos os devidos processos legais para evitar, lá na frente, possíveis questionamentos. Então agora, a partir de hoje, o Sr. Thiago está com a habilitação cassada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas”, declarou Leonel.
Thiago estava dirigindo o carro, modelo Pajero, no dia 3 de janeiro de 2015, quando ocorreu o acidente de trânsito retornando de Presidente Figueiredo, e resultando na morte das universitárias, Brenda Braga Batista de Sousa e Raysa Rossi Brito Claudino.

O laudo pericial da Polícia Civil sobre o acidente, apontou que o carro trafegava com excesso de velocidade, além disso, na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal informou que encontrou vários recipientes com bebida alcoólica no carro. Thiago Fish foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. À época, a carteira de habilitação de Thiago estava suspensa por diversas infrações, dentre elas excesso de velocidade e direção perigosa.
De acordo com Leonel Feitoza, a decisão de cassar a CNH de Thiago será enviada a justiça. Ele está proibido de dirigir por dois anos.
“O Detran formalmente, está cassando o direito de dirigir do Sr. Thiago e iremos remeter cópias de toda essa documentação para a justiça, onde está lá um processo também, para que possa ser anexado. E eu espero que a pena seja acrescida por mais algum tempo devido essa constatação da irregularidade que o motorista estava ao cometer aquela horrível tragédia”, destacou o diretor.
As famílias das jovens que morreram no acidente aguardam, ainda neste mês, a titular da Vara Especializada em Crimes de Trânsito, juíza Luíza Cristina Nascimento da Costa Marques, emitir a sentença sobre o caso. Mas como surgiu essa nova situação comprovando que o condutor não podia estar dirigindo no dia do acidente, os familiares acreditam que o resultado deve demorar um pouco mais.
