Desmentido ao Plano Dubai, internacionalização da Amazônia e homenagem a Aniello Alfiero e movimentam a Aleam

O desmentido da existência do chamado Plano Dubai esteve em destaque, nesta quinta-feira (4), em sessão ordinária, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Após a  entrega da Medalha Ruy Araújo ao professor e jurista Aniello Miranda Alfiero, em Sessão Especial, o desmentido foi o assunto a sessão ordinária.

Da tribuna, o presidente da Casa legislativa, deputado Josué Neto (PSD) criticou a falta de respeito do governo federal com a população do Estado do Amazonas.

A fala de Josué repercutiu entre os deputados que chamaram de “brincadeira” a fala do secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, negando a existência do Plano Dubai como alternativa à Zona Franca de Manaus (ZFM).

O assunto também foi abordado pelos deputados Wilker Barreto (PHS), que participou de Audiência Pública do deputado federal José Ricardo (PT-AM), em Brasília, e Fausto Junior (PV).

O presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) fez um alerta sobre a internacionalização da Amazônia e chamou o ‘Plano Dubai’ de conversa de boteco.

“O G20 2019 já está pressionando o Brasil: se o nosso País não fizer o dever de casa (reduzir o desmatamento), em menos de duas décadas, vão internacionalizar o Amazonas. E para afetar o país não precisa dar um tiro, é só fazer as barreiras econômicas. Estamos devastando a Amazônia, virando as costas e o Brasil não aguenta as pressões. O mundo não vai permitir que o Brasil cometa seus crimes e, por isso, precisamos fazer o nosso dever de casa”, disse em tom de alerta.

Para o presidente da comissão que cuida da Zona Franca na Aleam, a falta de diálogo e bom senso de governantes de outros estados e representantes do governo federal podem elevar o desmatamento e causar crises avassaladoras.

“Não temos nenhuma política definida de sustentabilidade. Se não fosse a Zona Franca, qual seria o destino do Amazonas? Simples, 40% da cobertura desgastada. Estaria igual o Pará”, avisou Barreto, anunciando o desinteresse da Noruega de continuar investindo na preservação da Amazônia.

“Hoje a Noruega repassa milhões para a proteção da floresta brasileira. Já foram investidos mais de R$ 3 bilhões. Com o aumento do desmatamento, hoje 88% maior que junho de 2018, e alguns direcionamentos políticos errados, a Noruega deve cortar investimentos. É preocupante”, declarou.

‘Conversa de boteco’

Esclarecido pelo Secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos da Costa, que o ‘Plano Dubai’ não existe e que a matéria publicada pela Folha de São Paulo saiu de forma distorcida, na audiência em Brasília, Barreto tratou de esclarecer e tranquilizar o Amazonas.

“Contra fatos não há argumentos: o Plano Dubai foi uma conversa de boteco, mas repercutiu no nosso Polo industrial. Na medida em que o Governo não desmente e não coloca uma nota oficial, dá um tom de culpa. Isso causou um constrangimento ao nosso modelo e ontem foi a prova dos nove: o plano Dubai é secundário ao nosso modelo econômico. Mas o Governo precisa ter muito cuidado, pois as palavras do Governo tem força, capaz de derrubar bolsas e mercado”, declarou.

 

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