A equipe de reportagem da Rede Tiradentes foi até a sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), no bairro Aleixo, zona Centro-Sul, para tentar ouvir a desembargadora Encarnação Salgado sobre o pedido de liminar negado à emissora, que solicitava à magistrada, por meio de mandado de segurança, informações de interesse público sobre os gastos da Secretaria de Cultura do Estado (SEC), nos últimos anos.
A desembargadora também seria questionada sobre a última liminar dela, concedendo liberdade a líderes da quadrilha que clonava cartões de crédito, com ajuda de carteiros dos Correios, presa pela Polícia Civil, no dia 8 de abril, durante a “Operação Puro Malte”.
Sem saber que estavam sendo gravados, assessores da magistrada disseram que ela não iria receber a equipe de reportagem.
Além da quadrilha que clonava cartões de crédito, a desembargadora Encarnação Salgado, determinou, recentemente, a soltura de outra quadrilha de traficantes de cocaína. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga os plantões judiciais exercidos pela desembargadora, que concede muitos habeas corpus impetrados por traficantes e chefes de organizações criminosas.
No caso da quadrilha que clonava cartões de crédito, a desembargadora Encarnação Salgado demorou menos de 72 horas, para conceder a soltura do envolvidos. Antes mesmo de ouvir o Ministério Público (MP), a desembargadora mandou abrir as portas da penitenciária para os suspeitos.
