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Derrubada de árvores para ampliação da infraestrutura da UFAM irrita comunidade universitária

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Esta semana, uma polêmica na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É que algumas árvores tiveram de ser derrubadas para a ampliação da infraestrutura da Instituição.

Nesta sexta-feira (16), os universitários que não concordaram fizeram protesto pelo desmatamento em áreas do entorno do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da UFAM. Os cortes começaram no último fim de semana. Uma Sumaúma que ficava logo na entrada, era uma espécie de cartão de visitas da unidade e também foi sacrificada.

A árvore havia sido plantada em 2001 e tinha 14 anos. O ato foi uma comemoração pela colação de grau de estudantes de quatro cursos. Hoje, alguns voltam ao local. Dessa vez, não para plantar árvores, mas para protestar contra a derrubada delas.

O filósofo Ivan Viana acompanhou todo o processo de plantio. Ele é um dos que não concordam com o desmatamento. Ouvidos numa enquete, universitários também se manifestam contra.

De acordo o prefeito da UFAM, professor Atlas Bacellar, a derrubada das 79 árvores de grande porte, para a construção de passarelas, estacionamentos e paradas de ônibus, foi autorizada pelo Instituto de proteção ambiental do Amazonas (Ipaam).

No Ipaam, a gerente de controle agropecuário, Alexsandra Bianchini, disse que os cortes foram estudados e devidamente autorizados.

Segundo ela, no caso da sumaúma, por ter sido plantada, não havia problema em ser cortada. Mas será preciso compensar os danos ao meio ambiente.

Além da compensação de 200 árvores, para poder derrubar as que tiveram de ser derrubadas, a UFAM pagou R$ 802, 00 ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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