
Os blindados da Marinha,(Clanf) durante o desfile cívico-militar de 07 de setembro na Esplanada dos Ministérios
-Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil e assessoria do deputado) – O deputado estadual Sinésio Campos (PT) criticou, nesta quarta-feira (11), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o desfile militar patrocinado pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), que reuniu, na manhã de terça-feira (10), cerca de 40 veículos, entre blindados, caminhões e jipes, em frente à Praça dos Três Poderes, em Brasília. O parlamentar classificou o evento na capital federal como cômico e antidemocrático.

“Vimos um ato de comicidade de um presidente que, hoje, caiu de maneira hilária no mundo todo. O Brasil não está sendo levado a sério e, agora, é visto como o país das bananas, em que a iniciativa privada pensa duas vezes em investir, diante de um cenário de tanta instabilidade política. Estamos em período de pandemia, em que as famílias perderam mais de 500 mil entes queridos para a Covid-19 e o ato é um desrespeito à sociedade brasileira”, declarou o petista.
O deputado estadual também falou sobre a derrota de Bolsonaro referente ao voto impresso, na Câmara Federal. “O debate nacional deveria focar em acelerar as políticas de vacinação contra o novo coronavírus e não levantar pautas desnecessárias como o voto impresso. Durante sua carreira política, Bolsonaro foi eleito pelo voto eletrônico, então, há uma desarmonia em seu discurso que, sem provas, acusa fraude no sistema de votação, por meio da urna eletrônica, coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Agora acabou a brincadeira, Bolsonaro, o papo sobre o voto impresso caiu, está definido pela Câmara Federal. Os assuntos centrais devem ser a saúde, educação, geração de emprego e renda. Vamos voltar à normalidade e ecoar o que o povo brasileiro quer há muito tempo: fora, Bolsonaro!”, enfatizou Sinésio Campos.
A Câmara dos Deputados decidiu rejeitar e arquivar, na terça-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propunha o voto impresso em eleições, plebiscitos e referendos. A proposta precisava de 308 votos, entretanto, teve apenas 229 a favor do texto, 218 contra e uma abstenção. A votação ocorreu após o desfile militar patrocinado porBolsonaro.
