Após apresentar o Projeto de Lei “Escola sem Partido”, considerado polêmico, o deputado Platiny Soares (DEM) foi à Delegacia no final da tarde desta quinta-feira (19), acompanhado de dois assessores. Nas mãos, prints de posts de um militante do PT, nas redes sociais do parlamentar. Entre as ameaças, uma chamou a a atenção do parlamentar: a afirmação de que Platiny merecia ser levado para um varadouro e ser crivado de balas. A reação do parlamentar, foi imediata de buscar ajuda das autoridades.
Segundo o parlamentar, essa foi a primeira vez que recebeu uma ameaça dessa gravidade.

Platiny defende o projeto escola sem partido, considerado polêmico e que acabou gerando indignação de um militante do PT identificado como Guilherme Holanda Barroncas. Nossa equipe de reportagem não conseguiu falar com o militante que fez as ameaças ao parlamentar.
À reportagem da Rede Tiradentes, Platiny Socares disse que o objetivo é por fim ao doutrinamento que hoje ocorre nas escolas, praticado na maioria dos casos, por militantes partidários de esquerda que querem fazer da sala de aula palanque, para arregimentar os alunos, pessoas que o deputado chama de vulneráveis, para sua ideologia partidária.
Depois do boletim de ocorrência registrado no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) no bairro Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus, o parlamentar informou que vai ingressar com as medidas judicias cabíveis contra o agressor.
Platiny esclarece projeto
O projeto de lei de autoria do deputado Platiny Soares, do Democratas (DEM), que institui o programa “Escola sem Partido”, ainda sequer começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) e já está gerando muita polêmica.

De imediato, o programa criado pelo projeto de lei ganhou uma nova denominação, a “lei da mordaça”, porque no entendimento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o deputado tenta, a partir dele, impedir que os professores possam emitir opinião sobre política e religião em sala de aula.
O deputado Platiny Soares acusa a imprensa de ter apresentado o projeto de lei dele de forma pejorativa e tendenciosa e garante que o projeto de lei “Escola Sem Partido”, apenas determina regras para evitar que alunos sejam orientados por professores a seguir doutrinação política ou religiosa diferente das convicções de seus pais e responsáveis.
Projeto semelhante ao do deputado Platiny Soares foi aprovado na Assembleia Legislativa de Alagoas, no final do mês de abril deste ano.
Em Alagoas, o projeto que recebeu o nome de “Escola Livre”, foi aprovado pelos deputados, mas vetado pelo governador Renan Filho, e reaprovado com a derrubada do veto do governador, pelos deputados.
