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Defensoria leva ação educativa de prevenção de violência infantil para escola da rede municipal de ensino

Equipe da Defensoria apresentou, com atividades lúdicas, orientações sobre como identificar sinais de violência e buscar ajuda na rede de proteção
Equipe da Defensoria apresentou, com atividades lúdicas, orientações sobre como identificar sinais de violência e buscar ajuda na rede de proteção

– (fotos: Marcus Bessa/DPE-AM) – No mês em que se comemoram os 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), alunos e professores da Escola Municipal Governador Eduardo Ribeiro, localizada na Zona Norte, receberam, nesta sexta-feira (17/07), mais uma ação educativa de prevenção de violência infantil promovida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Desde maio, a instituição está realizando palestras em unidades de ensino da capital, com dinâmicas lúdicas e interativas, para explicar às crianças e professores como identificar sinais de violência, onde solicitar ajuda, quais canais de denúncia, entre outras orientações.

De acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes entre cinco e 14 anos cresceram de 6.594 para 29.135 casos entre 2014 e 2024. O estudo aponta, ainda, que cerca de dois terços desses crimes ocorrem dentro da própria residência, cenário que torna a escola um dos principais espaços para identificação de sinais de violência.

Para a 2º subdefensora pública geral, Sarah Lobo, destacou que o ambiente escolar é o espaço ideal para promover políticas de conscientização, principalmente por ser um local onde as crianças passam grande parte do dia.

“Essas palestras são direcionadas às crianças para que elas saibam identificar o que é uma conduta ilícita ou uma conduta abusiva em relação a elas próprias. As ações nas escolas são ministradas por psicólogas e assistentes sociais da Defensoria Pública, tendo como público-alvo as crianças, mas também os educadores, para que, juntos, possamos fortalecer a rede de apoio e proteção desse público”, destacou.

Professora do 4º ano do Ensino Fundamental I, Jennyfer Cauper ressaltou que achou importante a maneira como a atividade educativa foi conduzida e espera que as informações sejam internalizadas pelas crianças, fortalecendo a comunidade educativa como um todo.

“Como professora, me sinto muito grata pela visita da Defensoria Pública. É muito importante para os alunos entenderem os limites do que é ou não uma violência, como eles podem se proteger e tudo isso de uma maneira lúdica, falando em uma linguagem que eles podem entender”, disse.

Como identificar os sinais de violência
No ambiente escolar, os sinais de violência infantil podem ser observados a partir de mudanças de comportamento repentinas, mudanças de humor e queda no rendimento escolar. Por isso, saber reconhecer esses sinais é essencial para que a ajuda e orientação adequadas sejam direcionadas para a vítima.

A legislação brasileira reconhece, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que professores e dirigentes têm o dever de comunicar situações fora do comum relacionadas à crianças. O artigo 56 do ECA determina que os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comuniquem ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos.

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