
Golpe é aplicado por terceirizadas que se passam por financeiras, oferecendo crédito fácil e exigindo valores antecipados para liberar o empréstimo ou consórcio seja contemplado
– (fotos: Divulgação Decom e PC-AM) – O combate e enfrentamento ao golpe da carta de consórcio contemplada e ao golpe do pagamento para contratar empréstimo em pequenas empresas terceirizadas de estelionatários foram temas de uma reunião, na manhã dessa terça-feira (06/07), entre a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (Decon), com a força-tarefa do consumidor, nas dependências da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM). A PC-AM foi representada pelo delegado Eduardo Paixão, titular da Especializada.
Estiveram presente o diretor do Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), Jalil Fraxe; o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-AM, Nicolas Gomes; o defensor do consumidor, Christiano Pinheiro; o assessor jurídico da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Paulo Rogério, e a Comissão de Defesa do Consumidor (Comdec), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), representada por Jerlison Portilho.

Conforme o delegado Eduardo Paixão, foi definida uma ação conjunta contra o golpe, onde é pedido um depósito antecipado para a liberação de empréstimo ou depósito para carta contemplada rápida, que se intensificaram durante a pandemia, na qual o golpe é aplicado por pequenas terceirizadas que se passam por financeiras, oferecendo um crédito fácil, sempre exigindo um valor antecipado para que o empréstimo seja liberado ou o consórcio seja contemplado.
“Na reunião, alinhamos uma orientação conjunta para alertar os cidadãos a não caírem no golpe, na qual consiste não depositar dinheiro para receber empréstimo ou carta contemplada, furando fila de consórcio, e não acredite em quem alega que não irá consultar sua restrição bancária no SPC-Serasa, que provavelmente é um golpe”, explicou o delegado.
Paixão alerta, ainda, que o consumidor faça negócio em agência bancária adequada, reconhecida no país e autorizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen).
Caiu no golpe do consórcio? – A orientação da força-tarefa do consumidor é a seguinte:
Passo 1: Registre um Boletim de Ocorrência (BO) no site da PC-AM: www.
Passo 2: Formalize a reclamação contra a empresa desonesta no Procon-AM, que pode ser realizada pessoalmente na sede da instituição ou por meio do número (92) 3215-4002;
Passo 3: Para recuperar o prejuízo financeiro é preciso entrar com uma ação na Justiça Cível, indo pessoalmente na Defensoria, ligando para o órgão pelo número 129 ou por meio de advogado inscrito na OAB.
