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CPI da Pandemia ouve, nesta quinta, Cristiano Carvalho, da empresa Davati

Dominguetti teria usado o termo ‘comissionamento’ para se referir a propina

Questionado sobre o suposto pedido de propina de funcionários do Ministério da Saúde, Cristiano Carvalho afirmou que Dominguetti usou o termo “comissionamento” no lugar de de “propina”.

— Ele se referiu a esse comissionamento como vindo do grupo do tentente-coronel Blanco [ex-diretor substituto do Departamento de Logística] e a pessoa que tinha apresentado ele ao Blanco, chamado Odilon.

Carvalho também afirmou que Dominguetti nunca mencionou o valor de US$ 1 de propina por dose, apenas disse que havia sido pedido um “comissionamento”.

Testemunha diz que foi levada ao MS por Dominguetti, reverendo e coronel

Cristiano Carvalho afirmou à CPI que esteve no Ministério da Saúde uma vez em 12 de março, levado pelo cabo da PM Dominguetti Pereira; pelo reverendo Amilton Gomes, da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah); e pelo coronel reformado Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil. Na sede do ministério, eles estiveram reunidos com os coronéis Boechat e Pires e com o então secretário-executivo da pasta Elcio Franco, relatou Carvalho.

IFB, citado por Cristiano Carvalho, é investigado por CPMI das Fake News

O Instituto Força Brasil (IFB), citado por Cristiano Carvalho como organizador do seu contato com o Ministério da Saúde, já era investigado pela CPI Mista das Fake News, que está suspensa no Congresso Nacional. A informação é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O IFB foi descrito como “uma ONG” por Carvalho. Na sua página oficial, o instituto se apresenta como uma organização “que se propõe a fazer frente à hegemonia da esquerda” e “fortalecer os movimentos ativistas conservadores”. Carvalho se reuniu na sede do instituto com o seu presidente, o tenente-coronel Hélcio Bruno de Almeida, que pertenceu às Forças Especiais do Exército e hoje está na reserva.

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Fonte: Agência Senado

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