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CPI da Espionagem: Vanessa propõe criação de política de segurança cibernética e critica falta de recursos para o setor

04/09/13 – O escândalo da espionagem de dados de outros países, pelo Estados Unidos, revelado ao mundo recentemente, e que atingiu inclusive o Brasil,  já é objeto de investigação pelo Congresso brasilero, por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada ontem (03), no Senado Federal. Nesta quarta-feira (04), em entrevista à CBN Manaus, a presidente da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), disse que a CPI tem três focos básicos.

“Primeiro, é ter um conhecimento, se não da totalidade, mas, pelo menos, de um conjunto maior de informações que sabemos que existem, para saber a forma como eles operacionalizaram essas interceptações ilegais; que empresas ou que pessoas colaboraram para efetivar essa espionagem em território brasileiro e fazer uma análise da capacidade do Brasil de se defender, ou seja de apresentar atitudes de contraespionagem, de contrainformações, ou seja, de dissuasão, e, enfim, propor medidas – mudanças de legislação, programas que devam ser fortalecidos, no âmbito do Governo Federal.”

A senadora defendeu a adoção de um programa de desenvolvimento tecnológico que possa garantir e segurança do sistema de dados brasileiro. “Nós temos que ter um programa forte de desenvolvimento tecnológico, nessa área. Nossa fragilidade é tanta, que nem satélite o Brasil tem um projeto estabelecido no governo do presidente Lula, para ter um satélite próprio. Nós tivemos, no passado, que era um satélite da Embratel (antiga Empresa Brasileira de Telecomunicações). Só que a Embratel foi privatizada e, com ela, foi o nosso Satélite. Então, nem satélite o Brasil disponibiliza.”

Vanessa propôs medidas para criação de uma política de segurança cibernética do país e criticou a falta de recursos para o setor. “Há cinco anos, já se percebeu que essa questão da internet é muito importante, então, tem de haver uma política de cibernética, no Brasil. Só que os recursos disponibilizados para esse setor são muito pequenos, então a CPI vai servir p’ra isso: p’ra propor nova legislação, fortalecer a posição brasileira diante dos fóruns multilaterais, das Nações Unidas, sobretudo.”

De acordo com Vanessa, após as denúncias, vários países pelo mundo também já investigam se foram atingidos pela bisbilhotagem norte-americama. “O parlamento russo tem uma investigação em curso, o parlamento da União Européia também tem uma investigação e vamos caminhar por aí!”

A senadora aproveitou para pedir o apoio do Ministério Público (MP), da Polícia Federal (PF), do próprio governo federal e da sociedade, para que a CPI possa avançar e atingir a meta para a qual foi criada.

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