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CPI da Amazonas Energia: cobrança na Justiça por dano moral coletivo e danos sociais causados por arbitrariedades da concessionária passam dos R$ 3 milhões

Durante as investigações, a maior fiscalização em medidores de energia da história do Ipem identificou aparelhos irregulares que prejudicavam o consumidor com o chamado gato invertido, onde a própria empresa furtava a energia e cobrava mais caro nos boletos dos clientes.

Tendo o seu pedido de abertura aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em 1º de setembro de 2021, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazonas Energia pode ser encerrada ainda neste mês de abril. No período de seis meses de atuação, na avaliação de seus integrantes, a CPI acumula vitórias em favor da população.

Presidida pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), que também é autor do pedido de CPI, a Comissão revelou, inclusive, o “gato invertido” da empresa. As investigações têm como foco apurar as possíveis irregularidades na geração e distribuição de energia elétrica do Estado.

Para buscar credibilidade junto aos consumidores dos serviços da concessionária, a CPI da Amazonas Energia agregou todos os órgãos de controle e defesa do consumidor, para traçar um raio-x sobre a energia elétrica em toda a região. Entre eles estão a Defensoria Pública (DPEu/AM), Ministério Público (MP/AM), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM), Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/AM) e Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem/AM).

Durante o processo de investigação, foi provocada a maior fiscalização em medidores de energia da história do Ipem, em que foram identificados 36 aparelhos irregulares que estavam prejudicando o consumidor, o famoso gato invertido, onde a concessionária furtava a energia do cliente e cobrava mais caro nos boletos.

A situação envolvendo os medidores gerou três autos de infração por parte do Ipem, onde dois foram homologados e culminaram em multa no valor de R$ 400 mil reais em desfavor à concessionária.

Uma ação civil pública também foi proposta pela DPE/AM, a qual busca substituir os novos medidores pelos convencionais. O órgão ainda cobra o dano moral coletivo de R$ 2 milhões de reais e R$ 1 milhão de reais pelos danos sociais causados pelas arbitrariedades da empresa.

Como exemplo pode ser destacado o caso do município de Barcelos, em que foi comprovada a ausência de repasse da Contribuição de Iluminação Pública (Cosip), por parte da Amazonas Energia. A empresa reteve R$ 736 mil reais, em razão de uma dívida da cidade junto à concessionária, o famoso encontro de contas.

Para o presidente da CPI, deputado estadual Sinésio Campos, as investigações ganham cada vez mais substância à medida que a Comissão avança. “Temos elementos suficientes que comprovam as irregularidades praticadas pela empresa que, infelizmente, impacta negativamente a população do Amazonas com as quedas de energia e aumento exorbitante da conta de luz. Não vamos nos calar!”.

A CPI da Amazonas Energia saiu da Casa Legislativa e viajou pelos municípios de Barcelos, Tabatinga, Parintins, Iranduba, Maués, Itacoatiara, Tefé, Manicoré, Novo Aripuanã, além das quatro zonas de Manaus. As investigações continuam e prosseguem até o mês de abril, podendo encerrar antes.

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