O policiamento “Cosme e Damião”, utilizado para patrulhar as ruas de Manaus na década de 1950, volta ao Centro da capital, a partir desta sexta-feira (4).
O retorno da dupla de policiais militares, que era lembrada pela população, como uma das soluções para o aumento da segurança do cidadão, representa uma resposta do sistema de segurança, que, nesta época ano, caracterizada pelo aumento de consumidores, nas ruas comerciais da cidade, pela proximidade das festas de final de ano, e faz parte das ações de reforço no policiamento ostensivo de proximidade realizado na área central da capital, dentro do planejamento da operação “Natal Feliz” desenvolvida pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
A solenidade militar de reativação do Grupamento Cosme e Damião aconteceu agora há pouco, na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia).
De acordo com o comandante geral da corporação, coronel Marcus James Frota Lobato, na metade do século passado, a PMAM inovou com sucesso ao adotar o policiamento em duplas.
A iniciativa ocorreu na gestão do coronel PM Cleto Veras, nomeado pelo governador Plínio Coelho de 1955 a 1959. “As equipes tomaram conta do centro da cidade com seus uniformes diferenciados e a iniciativa trouxe bons resultados para a segurança da população. É o que almejamos com a reativação do grupamento”, explicou Frota.
O nome dado a policiais que atuam em dupla é uma referência ao santos São Cosme e São Damião, que seriam irmãos gêmeos e cristãos. Eles nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente e, desde muito jovens, manifestaram enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médicos com muita competência e dignidade. Foram responsáveis peta cura de muitos doentes à beira da morte, o passou a ser visto como milagres.
Pela sua solidariedade e benemerência, despertaram a ira do imperador Diocleciano, segundo a literatura religiosa, implacável perseguidor do povo cristão. Eles foram presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.
O imperador determinou que eles fossem torturados por se negarem a aceitar os deuses pagãos e, em seguida, decapitados.

