Novas versões sobre o desaparecimento dos jovens deixam famílias intrigadas

O Corpo de Bombeiros retomou, nesta sexta-feira (25), as buscas pelos dois adolescentes que estão perdidos desde a última quarta-feira, na Reserva Florestal Adolpho Ducke. Trinta homens dos bombeiros estão atuando, divididos em cinco equipes e com a ajuda de cães farejadores.
O capitão do Corpo de Bombeiros, José Wilson, disse que apenas quatro adolescentes saíram, dos seis que entraram na reserva.
Wilker Marques da Silva e Wendrill Brito Martins, ambos de 13 anos, entraram na reserva para tomar banho de igarapé e não retornaram para a casa. As mães dos adolescentes, Michelle da Silva Brito, mãe de Wendrill, e Cleusa Marques da Silva, mãe de Wilker, contam que já ouviram outras versões do que poderia ter acontecido com os jovens. “Uma hipótese é que eles caíram na água e se afogaram, outra é a de que pegaram a trilha para chegar mais rápido em casa e se perderam, e a última é a de que estavam brincando na água e que os jovens maiores pularam em cima dos menores. Não acredito em nenhuma das histórias contadas até agora, prefiro achar que estão vivos, mas perdidos. Estou grávida de sete meses e não me permitiram entrar na reserva para acompanhar as buscas. Meu marido, vizinhos e amigos, mais de 20 pessoas, estão participando das operações de busca”, finalizou Michele.
A mãe de Wendrill ficou mais triste ainda quando foi informada que as investigações por parte da Polícia Civil só iriam começar na segunda-feira, por conta do feriado.
O delegado em exercício da Polícia Civil do Amazonas, Izair Soares, informou, na manhã desta sexta-feira, por meio de nota, que determinou o início das investigações de maneira imediata pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). De acordo com ele, as ações referentes à ocorrência também serão auxiliadas pelo Grupo Fera (Força Especial de Resgate e Assalto).
