Embora o déficit de médicos no Amazonas, assim como em várias regiões do país, seja um dos maiores problemas enfrentados pela população, o estado também enfrenta a falta de profissionais da enfermagem.
Cerca de 40 instituições de saúde de alta e média complexidade do estado e capital fiscalizados pelo Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), apontam a necessidade de 60% de enfermeiros e 35% de técnicos e auxiliares de enfermagem.
As instituições de saúde que foram levantados os dados e apontaram necessidade de profissionais de enfermagem, foram assim divididos: Hospital Público do Estado, 20; hospital Privado, 12; Maternidade capital 1, e estado 6; pronto atendimento –SPA, 14. Há uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), 293/2004, sobre o dimensionamento de pessoal que não é seguida pelos empregadores e nem pelos gestores de saúde, caso cumprissem, o número de profissionais existentes no mercado de trabalho seria insuficiente.
Dos 40 estabelecimentos fiscalizados, o déficit de enfermeiros fica em 677 profissionais, ou 60%, ou seja, a cima do esperado, para os técnicos e auxiliares de enfermagem existe um déficit de 1.422, ou 35%, entre os estabelecimentos fiscalizados. No setor público e privado, como demonstra o percentual alarmante das 40 instituições de saúdes existentes em Manaus, os enfermeiros estão sobrecarregados, trabalham em jornadas exaustivas e recebem baixos salários.
Problemas causados pelo déficit de pessoal de enfermagem podem ser destacados: falta de supervisão adequada dos serviços pelo profissional enfermeiro; erros de procedimentos; má qualidade nos serviços e sobrecarga de serviço; stress profissional.
taxa de absenteísmo elevada; fadiga; desmotivação; aumento de ocorrência de acidentes de trabalho entre os profissionais.

A falta de profissionais é mais sentida em cidades do interior e nas regiões Norte e Nordeste, onde muitas vezes não há enfermeiros 24 horas por dia nos hospitais.
Déficit preocupante
Segundo o estudo elaborado pela Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OECD na sigla em inglês) com 40 países, realizada em 2009 e divulgada em 2012, reflete um déficit conhecido das associações e conselhos que reúnem os profissionais de enfermagem no país.
A falta é mais sentida em cidades do interior e nas regiões Norte e Nordeste, onde muitas vezes não há enfermeiros 24 horas por dia nos hospitais, ou então um mesmo enfermeiro assume mais de uma equipe ou é responsável por mais de uma unidade básica de saúde, o que é proibido por lei.
Pela lei, há diferenças entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Apenas o primeiro pode prescrever cuidados e é sempre o chefe da equipe, enquanto os demais podem executar os serviços, sempre sob a supervisão do enfermeiro. Cada equipe deve ter um enfermeiro, e deve haver sempre um profissional desta categoria à disposição 24 horas por dia.
