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AM: Comércio varejista registra queda de quase 10% nas vendas, no mês de agosto

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Os dados são da pesquisa mensal do comércio divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice é de menos 9, 7%, na comparação com o mesmo período de 2015. Já na comparação com o mês de julho, o volume de vendas foi 3,3% menor. Com isso, no acumulado dos últimos doze meses, o comércio varejista acumula perda de 11%.

Apesar da queda nas vendas próximo dos 10%, o supervisor de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, esclarece que este não foi o pior resultado do comércio varejista, até aqui. Ele ainda revela que, ao contrário do que pode parecer, essa é a segunda melhor taxa de 2016.

Levando em conta a sequencia de perdas acumuladas, Adjalma Nogueira acredita projeta que o comércio varejista do Amazonas deverá fechar 2016 com uma queda nas vendas acima de 10%.

Em relação à receita nominal do comércio no mês de agosto, Adjalma Nogueira explica que para calcular o desempenho da receita nominal do comércio varejista, o IBGE não considera a inflação do período. Com isso, o desempenho em agosto foi de 1,2% na comparação com igual mês do anterior. Demonstrando que para efeito de desempenho, não fosse a inflação do período, o comércio local estaria com desempenho positivo no volume de vendas. Já o acumulado da receita em 2016 foi de -1,1% e, nos últimos doze meses, de -1,2%.

O segundo indicador do comércio medido pelo IBGE, que é o comércio varejista ampliado – que engloba as atividades de venda veículos e de material de construção, além daquelas que compõem o varejo normal, o desempenho amazonense em agosto foi de menos 11,5%. O acumulado de 2016 até agosto está em menos 13,2%, e o acumulado dos últimos doze meses, menos 14,2%///.

A receita nominal do comércio varejista ampliado apresentou queda de 4,2% em Agosto, igual desempenho de Julho.  Com isso, o acumulado no ano foi de -6,1% e o acumulado dos últimos doze meses foi de -7,3%.

De acordo com o IBGE, os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foram os itens que os brasileiros mais deixaram de comprar e tiveram uma queda de cinco por cento. Em seguida, com uma diminuição de 2,8 por cento, estão os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Os últimos destaques da pesquisa foram os móveis e eletrodomésticos, que registraram 2,1 por cento a menos de vendas.

Por outro lado, os trabalhadores aumentaram em 0,8 por cento as compras nos super e hipermercados em agosto, o que fez com que o índice não recuasse ainda mais.

Ainda de acordo com o IBGE, o comércio foi mais fraco em 23, das 27 unidades da federação. As maiores quedas foram no Acre e no Amazonas. Já a Paraíba, o Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins conseguiram aumentar as vendas de julho para agosto.

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