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Comerciantes de Manaus pedem mais segurança durante datas comemorativas

Com a chegada da Páscoa e um grande fluxo de consumidores esperados para a data, aumenta a preocupação dos comerciantes quanto à segurança de lojas e público. A data sempre comemorada pelo comércio, a exemplo de outras como Natal e Dia das Mães, pede algumas recomendações. Mesmo estando Manaus longe dos índices de assalto que alarmam o comércio de grandes centros, algumas datas específicas registram um maior volume de infrações, fazendo com que entidades de classe se unam a fim de garantir o bom funcionamento dos negócios.

Ainda assim a ordem é não baixar a guarda, explica o economista-chefe da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM) José Fernando Silva. “A criminalidade é um assunto que causa apreensão a todos os setores da sociedade, não só ao comércio. Mas este é um setor que vive sobressaltado”, disse o economista. Sem números concretos das ações criminosas contra o comércio, Silva não esconde a preocupação com a violência junto aos empresários e público Segundo o economista o Centro da cidade é alvo constante consumidor.

Segundo o economista o Centro da cidade é alvo constante pela concentração do comércio, principalmente em datas festivas. “Felizmente não temos muitas ocorrências de ataques como o de grandes centros. O que se registra no Centro são pequenos furtos, realizados por punguistas e descuidistas em datas como Páscoa, Dia das Mães e Natal, as mais comemoradas pelo comércio e que trazem um fluxo maior de pessoas ao comércio”, disse.

Como a maioria das infrações são cometidas contra transeuntes, a Polícia Militar do Amazonas iniciou neste mês de março a “Operação Centro Seguro” para combater esses tipos de ocorrências. Na operação, o policiamento ostensivo é intensificado na área, com mais viaturas e motos, além de policiais (inclusive a paisana) percorrendo as ruas mais movimentadas principalmente nos horários de pico.

Favelização

Além da segurança, outro problema que preocupa empresários do Centro de Manaus é a favelização de algumas áreas, como a do entorno da Praça Tenreiro Aranha que se encontra fechada para reformas há mais de seis meses, conta o empresário Allan Kardec Bandeira. “Virou uma área degradada, favelizada com a atuação de ambulantes e até vendedores de comida que armam suas barracas durante o dia. À noite a insegurança e a sujeira tomam conta do local”, enfatizou o empresário que aguarda uma atitude das autoridades competentes.

Nos Shoppings

Longe do Centro, os shoppings vêm chamando a atenção de bandos que apostam em lojas diferentes das do mercado popular. Joalherias tem sido o alvo mais comum nas investidas criminosas. Em agosto e outubro do ano passado, joalherias instaladas no mais antigo centro de compras de Manaus (na zona Centro-Sul) foram assaltadas e mais uma loja do mesmo ramo em outro shopping da mesma zona, no mês de julho.

Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA) Ismael Bicharra, unir o comércio de rua do Centro aos centros comerciais é necessário para fortalecer a segurança do segmento. “Em setembro passado tivemos uma reunião entre as entidades de classe e as policiais. Os presentes mostraram preocupação com os rumos da violência principalmente nos shoppings, por isso a importância da reunião, o comércio desunido é fraco”, comenta Bicharra.

Fonte: Jornal do Commércio

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