Um total de R$ 23 milhões será destinado ao plano de enfrentamento da epidemia do Zika, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. O dinheiro é proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os projetos que receberão dinheiro são considerados prioritários para a saúde pública e são de interesse nacional. A verba servirá para o desenvolvimento de kits de diagnóstico e ações de combate ao mosquito transmissor do vírus.
Segundo o superintendente da Área Industrial do BNDES, Cláudio Leal, este projeto vai permitir identificar e tratar com melhor precisão o Zika.
“Este projeto tem um valor elevado para os padrões de atuação deste fundo, que lida com recursos não reembolsáveis… É capaz de produzir um impacto desejado, porque representa um amplo aspecto de alcance no que se refere a mais segurança, mais qualidade, mais precisão com relação à capacidade de identificação da doença propriamente veiculada pelo agente vetor, praticamente inédita no mundo, inclusive. Então, além de ter este alcance para a saúde pública, o projeto representa também uma realização importante do ponto de vista do tratamento.”
O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, informa que os estudos já passaram pela fase de pesquisas, mas precisavam de incentivos para chegar à fase de produção. Agora, ele comemora o reconhecimento.
“É um grande estímulo, não é? Tanto pelo reconhecimento da solidez dos projetos, mas também um estímulo porque nós trazemos para o campo da saúde pública uma agência de financiamento do porte, da relevância e da capacidade do BNDES. E, ao mesmo tempo, fazendo a ponte de recursos para a cadeia de inovação para os processos de maturação do ponto de vista de pesquisa e de desenvolvimento.”
De acordo com o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde, neste ano, mais de 208 mil casos de Zika foram registrados em mais de dois mil e duzentos municípios brasileiros. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o Brasil é o país que mais acumula conhecimento sobre o vírus Zika e que tem maior avanço nas pesquisas atuais. Mas não se esqueça, um simples mosquito pode marcar uma vida e um simples gesto, pode salvar. Então, vamos fazer a nossa parte e vamos eliminar os criadouros do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.
Amazonas
No Amazonas, nove cidades apresentam situação de alerta e risco de surto de dengue, chikungunya e zika, segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano. A pesquisa é realizada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com os municípios. Desse total, um município está em risco, oito em alerta e outros 20 estão em situação satisfatória. Manaus também está em alerta.
Além da capital – Manaus – os municípios em alerta são: São Gabriel da Cachoeira (6,2), Lábrea (2,7), Jutaí (2,6), Tefé (2,5), Borba (1,9), Novo Aripuanã (1,9) e Manacapuru (1,5). Manaus apresentou 1,0 na pontuação de risco. O município com maior risco de surto da doença é Guajará, que apresentou 6,2 pontos. Os dados do LIRAa são do Ministério da Saúde.
Nas 22 capitais, apenas Cuiabá (MT) está em situação de alto risco. São nove as capitais em alerta – Aracajú (SE), Salvador (BA), Rio Branco (AC), Belém (PA), Boa Vista (RR), Vitória (ES), Goiânia (GO), Recife (PE) e Manaus (AM); e 12 satisfatórias – São Luiz (MA), Palmas (TO), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Macapá (AP), Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Brasília (DF).
Manaus
Informe Epidemiológico emitido pela Secretaria Municipal da Saúde (Semsa) mostra que, desde o final do ano passado até o momento, foram notificados 5.929 casos suspeitos de zika vírus, sendo 4.147 confirmados e 1.751 descartados. Os casos registrados em grávidas somam 1.187, sendo 459 confirmados, 712 descartados e 16 em investigação.
Para saber mais acesse saude.gov.br/combateaedes.

