O controle e a prevenção da hanseníase em áreas de difícil acesso, no interior do Amazonas, com o uso de tecnologias da Telessaúde, será um dos destaques que a Fundação Alfredo da Matta (FUAM) apresentará no 18º Congresso Internacional de Hanseníase. O evento acontece de 16 a 19 de setembro, em Bruxelas, na Bélgica.
O trabalho inovador no Estado, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio de parceria entre a FUAM e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Novartis e Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), foi selecionado pela comissão científica do congresso para ser apresentado aos participantes do evento, que reunirá os maiores especialistas em hanseníase do cenário internacional.
“A experiência da telessaúde na FUAM para o controle e a prevenção da hanseníase, em áreas de difícil acesso no Amazonas, certamente repercutirá como um modelo para outras localidades no mundo que tenham dificuldades semelhantes a nossa experiência”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa da FUAM, Carolina Talhari. A médica fará a apresentação do tema no congresso.
O uso das tecnologias de comunicação à distância pela FUAM, como aliadas no controle e prevenção da hanseníase no Estado do Amazonas começou em 2012, com as primeiras ações que prepararam os profissionais da instituição para a implantação de um ambulatório virtual de dermatologia.
Com o Projeto Telessaúde Aplicado ao Controle e Prevenção de Hanseníase nos Municípios do Amazonas, a ideia ganhou força e se concretizou em abril de 2013, num projeto-piloto executado nos municípios de Lábrea e Parintins. O projeto levou aos dois municípios do interior do Amazonas, a teleducação – cursos à distância sobre hanseníase para profissionais de saúde dos municípios – e a telemedicina – discussão de casos clínicos de pacientes entre os profissionais do interior e os especialistas da FUAM, para uma 2ª opinião médica e diagnóstico.
Segundo Carolina Talhari, o objetivo da FUAM é expandir o projeto para todo o interior do Estado. “Queremos ampliar o serviço, porque sabemos que ainda há casos de hanseníase nessas localidades não diagnosticados; já fazemos este trabalho, mas com estas ferramentas vamos ampliar o diagnóstico, aumentar o número de profissionais capacitados e principalmente, tratar e curar ainda mais”, finaliza Talhari.
