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Com motoristas e empresários em novo impasse, população de Manaus pode amanhecer sem ônibus nesta quarta feira


Como de costume, o impasse entre Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) só se resolve com paralisação do transporte coletivo. O prejuízo é sempre dos usuários.

Desta vez, não está sendo diferente, mesmo com a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que aprovou o reajuste referente a 2017, de 3,5% e que, até agora, não foi pago pelo Sinetram, como explica o vice-presidente da categoria, Josenildo de Oliveira, o Mossoró.

“O tribunal julgou o dissídio coletivo 3,5% mais o retroativo e as empresas, até hoje, estão se negando a pagar os trabalhadores. Isso é ilegal e imoral e a categoria vai parar, sim.”

Segundo o sindicato, nesses dois anos do processo, mais de 20 reuniões foram realizadas com os empresários e prefeitura.

“O sindicato dos Rodoviários vem, há dois anos, tentando negociar o dissídio coletivo 2017, que as empresas estão devendo aos trabalhadores;a convenção coletiva 2018 as empresas se negam a sentar com os trabalhadores e com o sindicato.Quarta-feira, às 4 da madrugada, vamos cumprir a lei: 70% parado e 30% rodando .”

O Sinetram argumenta que não tem condições financeiras de cumprir o reajuste, mas, segundo o assessor jurídico da entidade classista, Fernando Borges, está disposto a conversar mais uma vez.

“No ano passado, houve um reajuste que foi concedido pela Justiça, de 3,5 %, no entanto, nós não podemos arcar com esse reajuste, devido ao desequilíbrio dos contratos, de modo que surgiu esse impasse, mas nós estamos dialogando com a categoria pra tentar ‘arrumar’ uma solução.”

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Especial, que atua no Distrito Industrial, também anunciou greve nesta quarta feira, por causa do reajuste negado pelos patrões, como detalha o presidente do Sifretam, Willlian Enock

“Há cerca de 1 mês, mandamos uma proposta aprovada em assembléia pelos trabalhadores do transporte especial – foi 10% – a cesta básica nós estamos pedindo R$ 350 e os empresários mandaram uma contraproposta dizendo que só daria pra 1% de reajuste, este ano, pros motoristas do fretamento.”

Os motoristas do Sifretam somam 3.500 e atendem todas as empresas do Distrito Industrial. Na quarta-feira, apenas 30% da frota dos coletivos deverão circular na cidade.

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