Uma área com imagem privilegiada do Rio Negro, na orla da capital. Ponto turístico, onde as pessoas se debruçavam para ver os barcos atracados ou esperar a chega da de parentes. Mas hoje, se debruçar para ‘assistir ao movimento’ virou risco de morte.
O mesmo local, com cenários completamente diferentes. Um parapeito de ferro que foi reformado e um de alvenaria, em estado deplorável. Ele foi destruído para reforma, mas está causando risco para os pedestres. Um descuido no local pode ser fatal.
O aposentado Antônio Lima já presenciou acidentes graves. “Já caiu muita gente aqui! Aí vem o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), leva, mas a gente não sabe se morre ou não! Só sei que não aparece mais aqui!”
O carregador Raimundo Souza reclama que, sem corrimão, transportar mercadorias pelo local ficou ainda mais difícil. Indignado com a obra inacabada, ele pede providências. “A gente quebra uma perna, faz isso, faz aquilo. Então tem que traze o dinheiro pra concluir esse negócio!”, protesta.
Uma placa que ainda está no local revela o valor da obra: quase R$ 1 milhão. Além disso, o prazo de entrega venceu há 5 meses. O nome do responsável técnico credenciado pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea) também está estampado no local. As imagens da maquete eletrônica davam ideia de como ficaria a orla.
Em nota, a Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seminf) informou que as obras da Manaus Moderna, no trecho da “Feira da Banana’ até o mercado Adolpho Lisboa, estão 92% concluídas. Segundo a Seminf, o trecho depois da feira ainda depende de liberação de recurso da Caixa Econômica Federal.
