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Cobrança de professores por pagamento de FUNDEB é injustificável, diz prefeitura

A cobrança dos professores da rede pública municipal pelo pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica (FUNDEB), é injustificável. A afirmação foi feita nesta terça-feira (12), pelo subsecretário da Administração e Finanças, Bruno Guimarães. O subsecretário da  da SEMED procurou explicar:

“Hoje, nada justifica o pagamento de abono, porque, pagando as progressões, o servidor vai incorporar isso para a aposentadoria dele, enquanto o abono é um ganho nominal de uma vez e não vai trazer nenhum benefício pra vida do servidor!”

Pela manhã, dezenas de professores municipais se reuniram em frente à sede da Secretaria para protestar. Com faixas, eles cobraram o pagamento do recurso, que segundo eles, na verdade, não está sendo pago, como informou o coordenador do movimento, professor Jonas Araújo.

“Quando em 1 ano, eles não gastam toda essa verba e sobra, pela lei do FUNDEB, eles são obrigados a ratear a sobre com todos os professores. Só que eles querem usar esse recurso só pra pagar as escolas que atingiram o IDEB!”

Zaqueu Sousa, que também é professor do município, confirmou a informação. “O IDEB é um recurso que sobrou do FUNDEB. É isso que nós estamos questionando! Cadê o recurso que sobrou do FUNDEB?”

O subsecretário da SEMED, Bruno Guimarães, disse que a medida adotada pela prefeitura em incorporar o recurso às progressões por titularidade é ainda mais benéfica para a categoria,porque acrescenta na aposentadoria dos profissionais da educação.

“Ele está pagando as progressões por titularidade, tempo de serviço e os reenquadramentos dos servidores. Com isso, nós estamos atingindo cerca de 1o mil servidores, dos quais 9 mil professores. Isso significa que, aqueles que, aqueles que serão contemplados, terão ganhos reais anuais que variam entre R$ 5 e R$ 15 mil!”

O protesto dos professores causou grande congestionamento na Avenida Maceió, durante a manhã desta terça-feira, devido às paralisações no trânsito em frente ao prédio da SEMED. O fluxo do tráfego só foi normalizado após o fim da manifestação, no final da manhã.

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