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CMM vai exigir explicações a Lobão sobre mini-apagões em Manaus

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai encaminhar documento oficial ao Ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, mostrando a total indignação do legislativo municipal com o desempenho da concessionária Amazonas Energia e, ao mesmo tempo, exigindo explicações sobre as constantes quedas no abastecimento de energia, em Manaus.

A cobrança é resultado de discussões entre os vereadores, durante a Sessão Plenária desta terça-feira (17), que protestaram contra o “mini-apagão”, ocorrido na tarde desta segunda (16), que durou mais de 12 horas, em alguns pontos da cidade, prejudicou o andamento dos trabalhos legislativos e causou danos à população.

De acordo com o vereador Elias Emauel (PSB), que trouxe o assunto à tona, por conta da falta de energia, a primeira reunião temática sobre a mobilidade urbana para o Plano Diretor Urbano e Ambiental foi prejudicada duas vezes. “A Amazonas Energia precisa ser punida por essa falta de respeito com a população amazonense”, criticou.

Entre os vereadores que se manifestaram indignados com a empresa de energia elétrica, a vereadora Socorro Sampaio (PP), que ressaltou ser um absurdo a falta de respeito com a população. “E os danos materiais ocorridos pelos mini-apagões?”, questionou.

O vereador Luiz Alberto Carijó (PSD) considerou que a falta de energia está ligada à má gestão da empresa, principalmente porque a parte gerencial da Amazonas Energia mora no Rio de janeiro (RJ). “Temos que exigir a presença dos gerentes técnicos aqui, para resolver de vez essa pendenga que já dura a mais de cinco anos”, indignou-se Carijó.

Outro parlamentar que também repudiou a falta de respeito da empresa com a população da capital foi o vereador Professor Bibiano (PT), que comparou a falha no serviço aos demais problemas que ocorrem na cidade. “Esse mesmo problema se repete na saúde, na educação e na mobilidade urbana”, citou Bibiano.

Também reforçaram o assunto os vereadores: Joãozinho Miranda (PTN), Francisco da Jornada (PDT), Professor Samuel (PPS), Professora Jacqueline (PPS) e Waldemir José (PT).

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