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Resultado das investigações sobre desaparecidos gera expectativa e clima é de absoluta tensão em Humaitá, diz chefe do MP-AM

A possibilidade dos homens que desapareceram na BR 230, na reserva indígena Tenharim-Marmelos serem encontrados ainda vivos, não está descartada pelas autoridades que investigam o caso, em Humaitá, no Sul do Amazonas. A expectativa foi manifestada nesta quarta-feira (15), pelo Procurador Geral de Justiça do Estado, Francisco Cruz. Mas, ao contrário, a possibilidade do encontro apenas dos corpos continua como causa de tensão na cidade. De acordo com Francisco Cruz, o clima em Humaitá é de expectativa.

“Pelo que a gente percebe, o ambiente na cidade é de absoluta expectativa. Nós estamos com dois promotores na comarca e a Polícia Federal (PF-RO) continua investigando os desaparecimentos. Eu conversei com os dois delegados que estão chefiando as investigações e eles não descartam a possibilidade de encontrar essas pessoas com vida, mas o ambiente lá é de absoluta tensão, não só por parte dos familiares, mas por parte de toda a comunidade.”

O procurador geral explicou que, em relação aos crimes praticados contra o patrimônio, a competência é da Justiça Federal, mas se confirmadas as mortes dos desaparecidos e a participação dos indígenas, principais suspeitos, eles responderão à Justiça Estadual.

“Crimes praticados contra bens da União, a competência é da Justiça Federal, mas, nesse caso específico, se eventualmente for constatada a prática de homicídios, por parte dessas pessoas, não há nenhuma dificuldade. O MP vai processá-las. Eles não são inimputáveis e responderão perante a Justiça Estadual. Confirmada a ocorrência do fato criminoso e identificados os autores, o MP agirá com naturalidade e requererá a prisão preventiva deles. Independentemente de serem índios ou não índios, os infratores serão alcançados pela ação do Ministério Público.”

Francisco cruz, reafirmou a ilegalidade da cobrança do pedágio, mas defendeu a adoção de políticas que possam atender à compensação pretendida pelos indígenas, que possam garantir a sobrevivência das 900 pessoas que vivem hoje, na reserva Tenharim-Marmelos.

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