O atraso no início das sessões de cinema, no Studio Cinco podem estar prestes e virar caso de polícia. O problema, que já acontece há dois finais de semana, vem irritando os frequentadores e exigindo um posicionamento dos órgãos de Defesa do Consumidor.
Neste domingo (22), a sessão de uma das salas que exibia o filme “O Hobbit”, que deveria começar às 17h30, só começou 40 minutos depois e após a ida de vários grupos de pessoas à sala da gerência do cinema para reclamar e pedir providências.
No último dia 15, também um domingo, a escalação de um estagiário para trabalhar na exibição da sessão das 18h30 acabou criando problemas para a plateia. Após várias desculpas e tentativas de explicar as causas do atraso, sem sucesso, os frequentadores tiveram de mudar de sala para poder assistir ao filme que haviam programado para aquela hora. Muitos reclamaram que perderiam compromissos.
Mas as reclamações em relação às salas de cinema do Studio Cinco – da franquia Cinemais – não param por aí. Os frequentadores também reclamam dos preços cobrados, do calor decorrente da deficiência e até inexistência do ar condicionado, e do estado físico das salas. Muitas apresentam um preocupante quadro de desgaste, que vai vai desde a falta de limpeza das poltronas à necessidade de um reaperto delas. Durante as sessões, o consumidor é obrigado a apurar a audição para entender os diálogos e o som do filme, por causa do som desagradável que vem das cadeiras – uma espécie de rangido que acaba tornando a sessão um verdadeiro tormento.
Os reclamantes, que pedem para não ter seus nomes divulgados, exigem providências e pedem aos órgãos de Defesa do Consumidor e ao Ministério Público que exijam à empresa que explora os cinemas, a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que obrigue os responsáveis à limpeza regular e programada das poltronas e a solução imediata dos problemas das delas e do ar condicionado.
