Oitenta e seis pessoas infectadas pelo vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) morreram no ano passado, em Parintins. No ano anterior, foram 76. A estatística, que aponta o crescimento do número de casos e preocupa as autoridades da saúde do Estado, é da Policlínica Padre Vitório Giurim, responsável pelo tratamento de portadores da síndrome no município.
De acordo com a clínica, em 2012, o número de casos registrados foi de 193. Já no ano passado (2013), o número subiu para 211. A maioria dos infectados, segundo a clínica, são de pessoas do sexo masculino – 125 -, enquanto 86 são do sexo feminino.
Já neste início de ano, na primeira semana de janeiro, segundo o diretor da Policlínica, farmacêutico Emerson Souza da Silva, foram registrados dois casos.
Segundo o diretor, na gestão do atual prefeito Alexandre da Carbras, a Secretaria Municipal da Saúde adotou uma nova política de apoio aos portadores do vírus, com ênfase nas campanhas de alerta à população, principalmente os jovens, para o uso da camisinha nas relações sexuais
Emerson Souza da Silva acredita que, por não se cuidarem, os jovens são o maior número de vítimas. Ele garante que, atualmente, além de médicos e enfermeiros, a clínica dispõe de uma equipe multiprofissional, formada por uma assistente social, uma psicóloga e uma nutricionista dedicados, que fazem o acompanhamento rigoroso dos pacientes.
Um dos pacientes em tratamento há mais de 15 anos – que pede sigilo em relação à identidade – alerta: “Cuidem-se! Usem preservativos, porque essa doença não tem cura!”.
A informação não é confirmada pelas autoridades da saúde, para não prejudicar a principal fonte de renda de Parintins – o seu tradicional Festival dos Bumbás – mas, entre as famílias mais conservadoras, o que corre a boca pequena é que a festa é uma das principais causas do crescimento da doença na cidade.
