A afirmativa veio depois de um levantamento realizado recentemente, por equipe técnica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam).
A análise apontou que aproximadamente 25% de todos os procedimentos e atendimentos registrados na instituição, são voltados a pacientes de estados e países fronteiriços. Há quem diga, que o hospital é considerado atualmente referência no diagnóstico e tratamento do câncer na Amazônia Ocidental.
O diretor-presidente da FCecon, cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, disse que estados como Roraima, Rondônia, Acre e Pará, todos na região Norte do país, encaminham uma parte de seus pacientes oncológicos para a Fundação, que embora seja um hospital da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido com recursos do Governo do Estado, acolhe essas pessoas sem fazer distinção. “Ao longo dos anos, nossa demanda aumentou ao ponto de nos tornarmos referência em tratamento para outros estados. Prova disso é que ofertamos os três principais tipos de tratamento de combate às neoplasias malignas gratuitamente: radioterapia, quimioterapia e cirurgias em diversas especialidades”, declarou.
O aumento na demanda, que resultou na realização de quase um milhão de procedimentos só no ano passado, gerou custos altos e investimentos em tecnologia. Em 2015, R$ 77 milhões foram injetados no funcionamento e manutenção da FCecon e, neste ano, o Governo estadual quase triplicou os repasses para a aquisição de medicamentos no primeiro semestre, investindo R$ 20 milhões para esta finalidade.
