O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve a cassação do prefeito de Santa Izabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira de Oliveira, e do vice, Cornélio Dimas de Albuquerque, por unanimidade. Eles foram denunciados por abuso de poder durante as Eleições em 2012. O prefeito do município, distante 630 km da capital, foi preso em maio deste ano, suspeito de comandar uma organização criminosa que atuava na prefeitura da cidade.
Cerca de 80% dos recursos declarados na prestação de contas foram gastos com cabos eleitorais e pagos após as eleições. Também não há comprovação de valores que foram arrecadados para a campanha, de acordo com a ministra.
O prefeito e o vice foram presos acusados de integrar uma quadrilha que desviava dinheiro do município para contas próprias. O prefeito seria responsável por repassar valores significativos do orçamento públicos para contas pessoais. Transferido o dinheiro, a quantia era retirada por meio de saques. Além disso, Mariolino Oliveira endossava cheques, cujo valor era retirado nos bancos por “laranjas”.
O dinheiro em espécie era dividido entre o prefeito e os outros membros da quadrilha. Conforme a investigação do Ministério Público (MPE), a quantia foi investida em carros, terrenos e condomínios de luxo em diversos municípios do Amazonas. A apuração confirma ainda que o filho do prefeito, que atuava como contador da prefeitura, fazia doutorado na Europa bancado com dinheiro público. Entre outros bens de Mariolino Oliveira estão ainda uma ilha particular situada em São Gabriel da Cachoeira, a 852 km da capital.
Além do prefeito, a operação prendeu também o filho dele, Mariolino Jr.; a nora, Bruna Soraya da Silva Barbosa; a companheira dele, Regina Flávia Dias Coimbra; junto ao secretário de obras, Carlos Augusto Araújo dos Santos; o secretários de finanças, Sebastião Ferreira Moraes; o secretário de administração, João Amorim Ribeiro Jr; e o taxista Raimundo Mendes Neto.
