Apesar das campanhas de esclarecimento da população e de combate ao inimigo público número um dos brasileiros, nos últimos, anos, a ameaça do mosquito Aedes Aegypti persiste, no Amazonas. O número de casos notificados de dengue, em Manaus – a capital do Estado – este ano, aumentou, em relação ao ano passado. O comparativo de dados notificados no período de janeiro a setembro de 2016 é maior que o de 2015. O boletim epidemiológico foi apresentado nesta segunda-feira (17), pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), órgão vinculado a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), e aponta que o Amazonas notificou 6.804 casos em 2015, contra os 13.199 notificados em 2016.
Para o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental (DVA-FVS), Cristiano Fernandes, o aumento era previsível, pois o país estava vivenciando um grande número de casos da doença, inclusive, com casos de chikungunya e o zika vírus, doenças transmitidas pelo mesmo vetor da dengue o mosquitoaedes aegypti. “É importante salientar que cerca de 80% dos casos notificados de dengue foram durante o período sazonal da doença que contempla de janeiro a maio desse ano”, explicou Cristiano.
Seguindo tendência ao contrário a dengue, os casos de malária reduziram em 44% no mesmo período analisado. O boletim aponta que em 2015, o Amazonas registrou 59.775 casos da doença contra os 35.139 casos registrados até setembro de 2016.
De acordo com Cristiano Fernandes os números mostram que o trabalho de controle à endemia está sendo executado com o sucesso pelos municípios. “Malária é um problema de saúde pública no Estado, no qual o Governo do Amazonas, está investindo na aquisição de insumos estratégicos, veículos, motocicletas e a distribuição de mosquiteiro impregnado de inseticida para o combate a doença”, destaca.

