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Caso tríplex do Guarujá: Lava Jato denuncia formalmente Lula, Marisa Letícia e outros seis

Força-tarefa suspeita que imóvel seja uma forma de pagamento de vantagem indevida

lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, dona Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, dois funcionários da empreiteira, e outros dois investigados foram denunciadas formalmente pela Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (14), por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do edifício Solaris, no Guarujá, em São Paulo.

Os procuradores responsáveis pela investigação convocaram uma coletiva às 15h para falar com a imprensa sobre o assunto. A denúncia será encaminhada à 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro.

De acordo com a Lava Jato, Lula recebeu “benesses” da empreiteira OAS – uma das líderes do cartel que pagava propinas na Petrobras – em obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris. O prédio foi construído pela Bancoop (cooperativa habitacional do sindicato dos bancários), que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015. O imóvel foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira.

No último mês, a Polícia Federal indiciou Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o ex-presidente da OAS e um engenheiro da empreiteira que participou da reforma do imóvel.

No indiciamento, o delegado Márcio Adriano Anselmo, afirmou que “(Lula) recebeu vantagem indevida por parte de José Aldemário Pinheiro e Paulo Gordilho, presidente e engenheiro da OAS, consistente na realização de reformas no apartamento 174”. O imóvel recebeu obras avaliadas em R$ 777 mil, móveis no total de R$ 320 mil e eletrodomésticos no valor de R$ 19 mil – totalizando R$ 1,1 milhão.

Lula já é réu em processo da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, por tentar obstruir a Justiça comprando o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na estatal. Também respondem à Justiça no mesmo processo o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Édson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai.

O ex-presidente também é investigado pela compra do sítio de Atibaia, reformado com ajuda de outra empreiteira envolvida no esquema, a Odebrecht.

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