O caseiro, Ronaldo de Paula da Silva, de 21 anos, que morava na casa da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante, de 54 anos, morta a tiros, na semana passada, na zona rural do município de Iranduba, confessou que ajudou os criminosos a executarem a mulher que a considerava como um filho.
Ronaldo foi apresentado à imprensa na manhã desta terça-feira (18), na Delegacia Geral. Junto com ele, também foi apresentado Adson Dias da Silva, de 38 anos, conhecido como “Pinguelão”. Segundo o delegado de Iranduba, Paulo Mavignier, “Pinguelão” é apontado como mandante do homicídio da líder comunitária.
Segundo o delegado do Município de Manacapuru, Antônio Rodrigues, a disputa por terras e documentos sigilosos que estariam em posse da vítima, motivaram o crime.
O acusado Adson Dias da Silva nega qualquer participação no assassinato e afirma que está sendo alvo de uma perseguição política.
Mas para o delegado Paulo Mavignier, não há dúvidas sobre o envolvimento dos suspeitos no homicídio de Dona Dora.
Conforme o Delegado Geral, Orlando Amaral, a polícia, agora, busca pistas dos executores do homicídio – quatro homens que invadiram, raptaram e mataram Dona Dora.
Ronaldo de Paula da Silva e Adson Dias da Silva tiveram as prisões preventivas decretadas pela 2ª Vara Criminal de Manacapuru e vão permanecer presos à disposição da Justiça.
