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Capacitação em manejo de morcegos reforça vigilância da raiva no sul do Amazonas FOTO: Divulgação /FVS-RCP FOTO: Divulgação /FVS-RCP 12 de junho de 2026 às 18:01

Ação qualifica profissionais do Dsei Médio Rio Purus e das equipes municipais de zoonoses para fortalecer a resposta em áreas indígenas e ribeirinhas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realiza, até esta sexta-feira (12/06), em Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus), um treinamento sobre o manejo de morcegos da espécie Desmodus rotundus, conhecido como morcego-vampiro. A iniciativa tem como foco fortalecer as ações de prevenção e controle da raiva em áreas indígenas e ribeirinhas.

A atividade, iniciada na segunda-feira (08/06), é direcionada a técnicos do Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Purus (Dsei Médio Rio Purus) e dos serviços municipais de zoonoses, com o objetivo de aprimorar as estratégias de vigilância ambiental e qualificar a resposta rápida diante de situações de risco à saúde pública.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a iniciativa integra as ações permanentes de fortalecimento da vigilância em saúde no estado. “Capacitar os profissionais que atuam diretamente nos territórios busca ampliar a prevenção e a resposta às zoonoses, especialmente em regiões onde há maior interação entre populações humanas, animais domésticos e a fauna silvestre”, esclarece.

Segundo Tatyana Amorim, o treinamento contribui para que as equipes estejam preparadas para realizar o monitoramento e o manejo adequado dos morcegos hematófagos, seguindo critérios técnicos e as normas de biossegurança.

O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, explica que o Desmodus rotundus é a principal espécie transmissora do vírus da raiva para herbívoros e pode, eventualmente, representar risco para a população humana. “O treinamento aborda técnicas de captura, identificação e manejo desses animais, além das medidas de proteção individual e das ações de vigilância necessárias para reduzir o risco de transmissão da doença”, reforça.

Ainda conforme Elder Figueira, a integração entre as equipes do Dsei e dos municípios fortalece a atuação conjunta nos territórios mais vulneráveis, ampliando a capacidade de prevenção e controle da raiva no Amazonas.

A FVS-RCP acrescenta que a vigilância da raiva envolve ações contínuas de monitoramento, investigação e educação em saúde, com o objetivo de proteger as populações humanas e animais, especialmente em localidades de difícil acesso, como comunidades indígenas e ribeirinhas.

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